O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 27/08/2020
Cidadania – uma palavra usada com frequência, mas que poucos entendem o que significa – quer dizer, em essência, a garantia por lei de viver dignamente. No Brasil, a falta de dignidade pode ser notada quando o assunto é sobre o índio, pois o cidadão é impedido de usufruir dos seus direitos. Assim, seja pela visão estereotipada que se perpetua, seja pelo complexo de superioridade, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.
Em primeiro lugar, percebe-se que o legado histórico em relação à visão estereotipada do indígena é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Nesse sentido, Cazuza, cantor brasileiro que marcou a nação com letras de alta representatividade social, preocupou-se com a reincidência de questões sociais em sua música “O tempo não para” com o trecho “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, a crítica do cantor se faz necessária na atualidade, principalmente em relação a essa questão, pois ainda hoje uma parte da população vê os índios como preguiçosos, como improdutivos e como empecilho para o desenvolvimento da nação. É incabível, portanto, que um país signatário dos direitos humanos permita que sua sociedade continue a sofrer as consequências de tal legado.
Além disso, destaca-se que esse problema também ocorre devido ao complexo de superioridade consolidado na sociedade. Esse fator decorre pelo fato dos índios serem vistos como um objeto ou um animal nos séculos passados, pois era diferente do homem branco, ou seja, diferente do que os europeus estavam acostumados a ver. Nesse contexto, os índios eram vistos como impuros, pois não seguiam os mesmos costumes, religião e outros fatores do cotidiano europeu e, por isso, foram estereotipados como inferiores, tendo em vista um pensamento preconceituoso que se estende nos dias de hoje. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse.
Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Tais eventos devem ser abertos a toda população, com oficinas, exposições, palestras e curta-metragem que apresentem para a sociedade a importância desse povo. Espera-se que, dessa forma, a população brasileira possa romper com essa visão preconceituosa e passe a valorizar a diversidade cultural e étnico-racial.