O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/08/2020

A Constituição brasileira de 1988 assegura a todos os indivíduos o direito à posse de terra. Entretanto na prática tal garantia é deturpada, visto que o povo indígena não tem esse direito garantido. Esse cenário nefasto ocorre não só com a necessidade de um lugar para viver, mas também de ter uma casa própria para a moradia. Logo, faz-se imperiosa a análise dessa conjuntura, com o intuito de mitigar os entraves para a consolidação dos direitos constitucionais.

A priori, percebe-se que o legado histórico em relação à visão estereotipada do indígena é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Nesse sentido, Cazuza, cantor brasileiro que marcou a nação com letras de alta representatividade social, preocupou-se com a reincidência de questões sociais em sua música “O tempo não para” com o trecho “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, a crítica do cantor se faz necessária na atualidade, principalmente em relação a essa questão, pois ainda hoje uma parte da população vê os índios como preguiçosos, como improdutivos e como empecilho para o desenvolvimento da nação. É incabível, portanto, que um país signatário dos direitos humanos permita que sua sociedade continue a sofrer as consequências de tal legado.

Nos dias de hoje o índio brasileiro não tem mais os mesmos costumes de antigamente, eles estão mais conectados com o mundo, muitos fizeram ou fazem faculdade, eles estão mais abertos a aprender e ensinar, mais isso não quer dizer que eles não fazem mais rituais, eles fazem só que de maneira diferente. Cada um tem uma maneira diferente de ver e imaginar o índio, as vezes as pessoas agem de maneira preconceituosa, deixando se levar por história e até mesmo lendas sobre os índios.

Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira. Tais eventos devem ser abertos a toda população, com oficinas, exposições, palestras e curta-metragem que apresentem para a sociedade a importância desse povo. Espera-se que, dessa forma, a população brasileira possa romper com essa visão preconceituosa e passe a valorizar a diversidade cultural e étnico-racial.