O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/08/2020

O livro O cidadão de Papel, de Gilberto Dimenstein, propõe tirar o automatismo do olhar e enxergar as mazelas que afligem o Brasil contemporâneo. Nessa perspectiva, é necessário entender que o preconceito com o povo indígena afeta a sociedade como um todo. Assim, seja pelo olhar estereotipado em relação a esse povo, seja pela visão de superioridade do branco, herdada do histórico de colonização, o problema permanece silenciosamente afetando grande parte da população e exige uma reflexão urgente.

Em primeiro plano a prioridade, percebe-se que o legado histórico em relação à visão estereotipada do indígena é um dos motivos que fazem o problema perdurar. Nesse sentido, Cazuza, cantor brasileiro que marcou a nação com letras de alta representatividade social, preocupou-se com a reincidêncidade questões sociais em sua música “O tempo não para” com o trecho “eu vejo o futuro repetir o passado”. Dessa forma, a crítica do cantor se faz necessária na atualidade, principalmente em relação a essa questão, pois ainda hoje uma parte da população vê os índios como preguiçosos, como improdutivos e como empecilho para o desenvolvimento da nação. É incabível, portanto, que um país signatário dos direitos humanos permita que sua sociedade continue a sofrer as consequências de tal legado.

Paralelo a isso, vale também ressaltar que outro problema é a superioridade do branco herdada desde a colonização do Brasil, onde os índios eram considerados selvagens. Isso ocorre, pois na época os europeus acreditavam que sua cultura era mais desenvolvida. Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para reverter esse quadro.

Sendo assim, é necessário que medidas sejam tomadas para resolver o impasse. Para tanto, o Ministério da Educação, por meio de um projeto social nas escolas e universidades, deve criar exposições históricas e culturais, que façam eventos explicativos a respeito da contribuição significativa dos povos indígenas à formação da nação brasileira.Tais eventos devem ser abertos a toda população, com oficinas, exposições, palestras e curta-metragem que apresentem para a sociedade a importância desse povo. Espera-se que, dessa forma,a população brasileira possa romper com essa visão preconceituosa e passe a valorizar a diversidade cultural e étnico-racial.