O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/08/2020

Primeiramente, o reflexo histórico contribuiu para que os índios perdessem seu espaço e fossem subjugados pelo uso da violência. É sabido que desde o século XVI, momento em que começa o processo colonizador no Brasil, a imposição de portugueses sobre os nativos se deu a partir da opressão: a sobreposição do catolicismo sobre as religiões já existentes, a exploração da natureza para fins comerciais e a imposição da língua portuguesa sobre as variações linguísticas indígenas. Essas ações acarretaram no contínuo extermínio acerca de sua cultura e, inclusive, fizeram com que, hoje, alguns cidadãos tenham uma visão estereotipada e, até, folclórica desses grupos.

Além disso, a luta pelo território tornou-se um problema cultivado pelas relações de poder. O agronegócio é uma das principais movimentações econômicas do país, no entanto, há fazendeiros que, com o intuito de obterem ainda mais lucros, expandem as suas fronteiras agrícolas a regiões destinadas aos índios, o que resulta em conflitos violentos e na perda do território indígena. Tal fato contraria os Direitos Constitucionais, que garantem a posse dos índios sobre as terras tradicionalmente já ocupadas.

Mas qual é a realidade indígena brasileira? É comum a imagem de que o índio é o indivíduo que mora na floresta e que vive apenas da caça e pesca. Da população atual, 57% vivem em Terras Indígenas oficialmente reconhecidas. Mas também existem famílias que moram na zona rural e em cidades. Em alguns municípios do Amazonas, por exemplo, é comum bairros de comunidades indígenas, a maioria vivendo em situação de pobreza.

A vida nas aldeias ultrapassa a questão da sobrevivência alimentar. Muitas aldeias reivindicam o acesso à saúde e educação, questões fundamentais para a melhoria da qualidade de vida desses povos.