O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/08/2020
Pero Vaz de Caminha em sua carta descrevia o povo indígena como descivilizados, ou seja, eles tinham uma cultura que para os europeus poderiam ser chamada de bárbara, sem religião e sem costumes. Mesmo com o tempo, grande parte das pessoas ainda pensam dessa forma. Os portugueses mataram milhões de nativos, mas após isso nós não fizemos nada para que essa situação não se intensificasse cada vez mais.
É incontestável que os brasileiros estão atrasados mentalmente em relação a isso, pois ainda subjugamos e consideramos os índios como um povo primitivo. Alguns indícios sobre tal fato é que a língua oficial do Brasil é o português, em contra partida os 274 idiomas falados por tribos em todo o Brasil são apenas dialetos, outro indicativo é que nossa cultura é vista como desenvolvida e a cultura deles é vista apenas como um folclore.
Em consequência disso o governo fez uma lei assegurada pela Constituição de 1988, essa lei visa a demarcação de territórios para os indígenas, é papel da Funai garantir o cumprimento dessas medidas, essas demarcações foram criadas para proteger os índios de prováveis invasões e para preservar sua identidade, outro benefício é que diminui o efeito estufa e o desmatamento. Porém segundo o conselho indigenista missionário, 654 terras aguardam demarcações e mais da metade os processos ainda nem começaram, nessas áreas que não estão demarcadas os habitantes estão sujeitos a ataques. A tribo do Mato Grosso do Sul Guarani Kaiowá é um exemplo das tribos que lutam contra seu extermínio.
Pela observação dos aspectos analisados é preciso que haja interferência na forma que o governo e a Funai estão tratando esse problema, além de terem que terminar as demarcações territoriais é necessário criar uma lei que impossibilite o avanço e o progresso do agronegócio dentro das demarcações indígenas, para que esses habitantes consigam sua vida e seus direitos.