O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 29/08/2020
Hodiernamente,no Brasil,os índios estão sofrendo com a chamada ‘‘Aculturação’’ ,ou seja,processo de modificação cultural de indivíduo, grupo ou povo que se adapta a outra cultura ou dela retira traços significativos,e isso está trazendo um grande prejuizo para a cultura índigena em si. Apesar da Constituição de 1988 assegurar os direitos destes cidadãos, a situação atual ainda é alarmante, pois eles enfrentaram conflitos agrários, preconceito étnico, pouco acesso à educação e desemprego. Muitos brasileiros os julgam como preguiçosos, assim como Mário de Andrade descreveu Macunaíma, o herói sem nenhum caráter. Esse preconceito tem raízes históricas e é notado com frequência no cotidiano da sociedade. As crianças só conhecem o índio no dia 19 de abril, quando são pintadas e usam cocar feito de cartolina. Os professores não as ensinam sobre a importância daqueles para a formação da identidade do Brasil e os pais, por também terem essa mesma educação, não se preocupam com a visão que seus rebentos terão desse povo. Além disso, quando se pensa no indígena, o estereótipo de selvagem e com as “vergonhas” a mostra, igual a descrição feita por Pero Vaz de Caminha, é o que vem à mente da maioria dos brasileiros e, quando olham para um que não se enquadra nessa rotulação, julgam como “falso índio”. Dessa maneira, a escola tem a tarefa de quebrar estigmas e educar com base na diversidade étnica, mostrando todas as dificuldades que essa minoria passa para sobreviver.Decerto, os nativos não possuem seus direitos por completo, cabendo aos órgãos como a Fundação Nacional do Índio (FUNAI) e o Ministério Público Federal (MPF) lutarem pela garantia da equidade, principalmente, quando se trata da demarcação de Terras Indígenas (TIs). Para que se reverta esse cenário dramático, portanto, é necessário a atuação conjunta entre MPF e ONGs a fim de garantirem os direitos básicos negligenciados aos 240 povos indígenas que restaram no país. É preciso que o poder Executivo tenha agilidade nos processos de demarcação das TIs e que a FUNAI fiscalize de forma mais eficaz a posse destas, penalizando os não-índios.