O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/08/2020
Invasão. Desrespeito. Falta de reconhecimento. Desvalorização. Essas são palavras que representam as dificuldades enfrentadas pelos nativos, que tiveram uma importância significativa para a formação da cultura brasileira, em territórios que os pertencem. Contudo, a mineração realizada nesses locais demonstra a falta de consideração com os indígenas - que se trata tanto da falta de demarcações quanto do prejuízo ao meio ambiente (com o qual eles têm contato direto e constante) - e a ineficiência das leis criadas a fim de garantir seus direitos.
Em primeiro lugar, os nativos não são suficientemente reconhecidos e valorizados como parte crucial da formação da cultura em que estamos inseridos nos dias atuais. Dessa forma, as invasões ocorrem porque as leis que garantem seus direitos acabam não sendo priorizadas.
Consequentemente, as práticas extrativistas que se estendem às aldeias não demarcadas são prejudiciais ao solo, utilizado pelos povos ali residentes como principal fonte de alimento. Caso o solo e a água dos rios passem a ser contaminados pelos metais será necessário o deslocamento dos índios para outras terras ou para os centros urbanos - aonde muitos não se acostumariam facilmente, resultando em um árduo processo de ressocialização, gerando gastos maiores com auxílios e com saúde (devido à fragilidade que seus organismos podem apresentar ao ter contato com doenças urbanas).
Em suma, indígenas devem ter direito às suas próprias terras para que as suas diversas culturas não se percam e para que sejam valorizadas como patrimônio brasileiro. É necessário tanto que as demarcações sejam feitas de forma adequada - para que os nativos tenham seu próprio espaço e não seja necessário que se encaixem no meio urbano - como que sejam realizados projetos que ressaltem a importância da garantia dos direitos desses povos. Cabe ao governo federal reforçar as leis e a sua fiscalização periódica - mensal ou anualmente - para que não haja violação. As escolas devem ser inclusivas e realizar mais aulas de histórias e projetos culturais com foco na importância indígena, para que a valorização seja implantada na mentalidade das crianças, construindo uma sociedade igualitária.