O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 28/08/2020

Como é de conhecimento de todos, os índios já habitavam o território brasileiro antes da chegada dos Portugueses em 1500, entretanto, a quantidade de pessoas que pertencem a esses povos atualmente diminuiu bruscamente chegando a representar apenas 0,4% da população, segundo o censo de 2010 da Funai. Além disso, pouco a pouco suas terras foram sendo tomadas de suas mãos violando o artigo 231, que diz claramente que eles possuem o total direito sobre o solo que habitam e obriga à União a delimitá-las. Depois do que foi dito, é facilmente perceptível que algo tem que ser feito, com o objetivo de mudar essa situação e tranquilizar a população indígena.

A priori, é necessário relembrar que os povos indígenas possuem uma ligação com o que é vivo. Uma demonstração dessa afeição está escrito na carta ‘‘Nosso imenso amor pela natureza’’ do Cacique Seattle para o presidente dos Estados Unidos. ‘‘Cada pedaço desta terra é sagrado para o meu povo. Cada ramo brilhante de um pinheiro, cada punhado de areia das praias, a penumbra da floresta densa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados na memória e experiência do meu povo. A seiva que percorre o corpo das árvores carrega consigo as lembranças do homem vermelho. Os mortos do homem branco esquecem sua terra de origem quando vão caminhar entre as estrelas. Nossos mortos jamais esquecem esta bela terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela faz parte de nós’’ é um dos trechos dessa correspondência citada e mostra exatamente que isso faz parte da sua cultura e a extrema importância desse contato com solo que foram de seus antepassados.

Em contraste de tudo o que foi dito, segundo a matéria do G1, o presidente da República assinou um projeto que permite a exploração de terras indígenas para fins lucrativos. Jair Bolsonaro se referenciou à uma ação que prejudica outras etnias, viola a lei do próprio país e o direito dos seus cidadãos como um ‘‘sonho’’ e dando como justificativa do seu egoísmo que o índio ‘‘é tão brasileiro quanto nós’’.

Visto que a terra é bastante significativa para os povos citados, há uma necessidade de demarcar corretamente esses locais propostos no artigo 231, a fim de proteger e garantir esses direitos territoriais por meio do impedimento de ações, como esta realizada por Bolsonaro, e da insistência para o adiantamento dessas marcações através da FUNAI, que visa assegurar o desenvolvimento desta mesma população, e se possível, a criação de uma nova lei que torne imediato essa determinação, para que dessa forma o índio possa viver em seu habitat de forma calma e tranquila sem medo de perder o seu local de origem.