O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 28/08/2020
Desde 1500 quando os portugueses chegaram ao Brasil a luta dos povos indígenas é constante. Os colonizadores portugueses escravizavam, desapropriavam e aculturavam essa população obrigando eles a aprenderem sobre a cultura de outro país e não respeitando os costumes que os indígenas tinham. Até hoje os índios não são ouvidos e nem respeitados seja pela insuficiência das leis, seja pela lenta mudança da mentalidade da sociedade brasileira.
A Constituição Cidadã de 1988 reconhece e prevê a demarcação, o monitoramento e a defesa dos territórios indígenas, por meio da Fundação Nacional do Índio (FUNAI). O que se nota, contudo, é a não aplicação desse direito legal e o funcionamento ineficaz desse órgão. Além do problema com demarcações de terras para os índios, ainda deve-se discutir sobre a falta de proteção ao índio, segundo dados do Conselho Indigenista Missionário (CIMI) somente em 2015 houve 137 assassinatos aos indígenas no Brasil, na qual o principal motivo é o conflito de terras.
É fundamental pontuar, também, que há uma certa ignorância vinda da sociedade por acreditar que estes precisam de um local apenas para praticar agricultura ou para habitação. Na realidade está além disso, o índio associa a terra como vida, ou seja, precisa dela para praticar sua cultura. Entregar seus direitos é uma questão de respeito à sua maneira de vida e também pagar a dívida histórica que o país possui com estes.
Sendo assim, a questão indígena é resultado da ainda fraca eficácia das leis e da permanência do pensamento colonizador. Por isso é necessário que o Governo Federal, junto à FUNDAI e às esferas estaduais e municipais do poder, elabore um plano de implementação de novas delegacias especializadas no conflito de terra, sobretudo em áreas de fronteira agrícola, para monitorar e proteger os territórios indígenas. O Ministério da Cultura poderia realizar eventos e seminários, com o objetivo de valorizar e divulgar a diversidade dos nativos, principalmente a riqueza de sua cultura para diminuir a descriminação da população.