O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 16/10/2020
No século XVI, com o período colonial, a chegada dos colonizadores europeus ao continente americano restringiu os indígenas, que já residiam no Brasil, de uma série de direitos em relação as suas terras e a sua cultura. A missão ibérica de caráter civilizatório e explorador ocasionou grande repressão a estes povos. Entretanto, no contexto presente, as sequelas desse processo ainda existem e são visualizadas através da luta diária dos índios pela correta distribuição de suas terras e pela busca de reconhecimento cultural como vertente fundadora das bases étnicas do Brasil.
Em primeira análise, a atual distribuição das terras indígenas foi formulada durante o período da ditadura civil-militar no ano de 1964. O Estatuto da Terra foi o documento responsável por tal manipulação, no entanto, isso é desrespeitado por grandes empresários de ordem mineradora que invadem reservas naturais e territórios indígenas sem autorização e sem penalidade coerente. Ademais, a atividade mineradora é responsável por uma grande degradação do solo natural o que danifica as unidades de preservação que são vigoradas por tribos indígenas que mantém a atividade de subsistência e agricultura familiar.
Em segunda análise, durante a Era Pombalina no século XVIII, o objetivo das missões jesuíticas era catequizar os indígenas a fim de menosprezar suas tradições religiosas para incorporá-los a dominação do catolicismo na época. Ademais, fazê-los aderir ao máximo a língua portuguesa com o uso do nheengatu, linguagem que mistura o português e o tupi para facilitar a comunicação entre os europeus e os índios. Dessa forma era possível desfigurar os laços culturais antigos dos povos pioneiros da américa. No entanto, essa falta de respeito com a vertente indígena ainda é evidente por mais que a miscigenação, a linguagem falada e escrita, a culinária e os hábitos do individuo brasileiro sejam influenciados diretamente pelas bases étnicas e culturais destes nativos.
Infere-se portanto, que medidas são necessárias para solucionar as problemáticas que envolvem a questão do índio na atualidade. O Ministério da Justiça junto a Fundação Nacional do Índio (FUNAI), devem realizar a cassação de empresas mineradoras e exploradoras que se apropriam de territórios indígenas sem autorização e puni-las corretamente por meio do exercício das leis incorporadas a constituição brasileira. Além disso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) deve colaborar com a valorização da cultura, da religião e da tradição indígena por meio de exposições em museus, palestras em escolas e universidades, e eventos de cunho histórico-científico a fim de agregar respeito e orgulho pelos pilares indígenas presentes na formação do povo brasileiro. Dessa forma, torna-se possível obter uma sociedade justa e acessível para todos os povos e etnias.
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