O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 10/01/2021

A primeira geração do Romantismo é marcada pela vangloriação do índio e de suas qualidades heróicas em comparação com as de outros povos. No entanto, hoje, assim como na época, essa enaltação não é convertida em respeito ou em leis eficazes que promulguem a proteção dessa minoria. Dessa forma, uma análise acerca das causas do relaxamento dos direitos sociais dos indígenas, tais como o avanço contundente do agronegócio e a falta de integração dos povos nativos à sociedade, e de suas consequências econômico-civis a essa parte da população faz-se necessária.

Em primeiro lugar, é fundamental a pontuação de características que geram esse tipo de distenção político-social. Nesse sentido, percebe-se que, com a expansão desenfreada do agronegócio no Brasil, há a invasão de terras indígenas por parte de empresas mineradoras e de fazendeiros latifundiários. A exemplo dessa dinâmica, tem-se a região de Mapitoba (Maranhão, Piauí, Tocantins, Bahia), que é um local de elevado número de confrontos entre entidades privadas e indígenas. Além disso, constata-se, a falta de integração indígena à sociedade atual devido ao déficit educacional voltado ao ensino a respeito da cultura desses povos e de sua relação primeira com o território brasileiro. Logo, infere-se que esses aspectos entrelaçados fazem com que a garantia de seus direitos sociais por parte do Estado seja fragilizada.

Contudo, é, da mesma maneira, imprescindível a marcação os efeitos dessa corrente político-privada sobre a população indígena brasileira. Nessa perspectiva, nota-se o baixo índice de mobilização social praticado por esses povos, o que é evidenciado pela necessidade, por algumas comunidades, de auxílios socioeconômicos, como a oferta de sacolões de alimentos e rendas básicas. Ademais, verifica-se, também, a alta taxa de violência cometida sobre esses povos. A exemplo disso, pode se citar o assassinato de um casal de indígenas que lutavam contra o desmatamento na Amazônia, em 2010, divulgado pelo site G1.

Depreende-se, portanto, que medidas visando o empoderamento civil dos povos indígenas brasileiros são de extrema importância para a disposição plena de direitos por parte de toda a cidadania. Para tanto, a Funai, principal órgão responsável pela gestão política e logística dos povos indígenas, deve promover de modo eficaz a garantia dos direitos, sobretudo os territoriais, dessa população. Isso mediante a fiscalização de regiões fronteiriças de habitação indígena, que se encontram, em maior parte, em volta da floresta Amazônica, e com a finalidade de que os direitos sociais dos índios, assim como os de todos os cidadãos, sejam resguardados pelo Estado.