O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 04/03/2021
O romance Vidas Secas, de Graciliano Ramos publicado em 1938, conta a história do vaqueiro que juntamente com sua esposa, Sinhá Vitória, seus dois filhos e a cadela Baleia enfrentam a fome no meio à seca nordestina. Segundo a ONU, o Brasil reduziu 82,1% desse cenário, no período de 2002 a 2014. Por ações de redução da pobreza e do combate a fome. Porém, atualmente há extrema importância de atuação para conter o desrespeito aos índios. Por meio da educação do legado cultural e capacitação dos índios para exercer a cidadania.
Em primeira análise, Aristóteles afirma que a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. Em contrapartida, o Brasil, apesar de contar com o estatuto do índio, o qual visa, sobretudo, proteger a cultura desses povos, ainda enfrenta instabilidade na proteção dos indígenas, por falta de aplicabilidade dessas leis. Em destaque, um dos principais impasses que a população indígena enfrenta ainda é a disputa do mesmo espaço que a economia brasileira ainda muito utiliza. A exemplo disso, o atual governo do país decidiu liberar uma área ecológicamente protegida na Amazônia para exploração, que por sua vez, conta com uma grande população de índios, demonstrando a fragilidade de tal situação.
Em segunda análise, a própria literatura brasileira, em especial a indianista, represensou em suas narrativas o índio de forma idealizada e, apesar da contraposição dos autores modernistas, os quais, muitas vezes, narravam os índios sob uma perspectiva não heroica, a forma como os vemos ainda é diferente da real situação, isso porque há pouca discussão acerca desses povos dentro das escolas e fora delas. Cada um tem uma maneira diferente de ver e imaginar o índio, as vezes as pessoas agem de maneira preconceituosa , deixando se levar por história e até mesmo lendas sobre os índios. Nesse sentido, é notório que ainda há uma segregação socioespacial, isso acontece principalmente pela falta de acesso a linguagem e a educação por parte dos índios, dificultando sua integração na sociedade e inibindo sua cidadania, pois a interação social é ferramenta importante na socialização e conhecimento de diferentes culturas e povos.
Portanto, há uma dívida que se perpetua nos dias de hoje. Afim de solucionar, o Ministério da Educação pode acrescentar na grade curricular do ensino fundamental e médio, a temática indígena. A educação do legado cultural e linguístico para o país. Conscientizar a população, pela mídia, na mobilização social sobre o respeito a cidadania dos índios. Por meio da televisão e redes sociais. Respeito as cotas nas universidades pela sociedade. E a educação de qualidade nas aldeias para lutarem pelos direitos sociais e políticos.