O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 30/09/2021
Embora, a Declaração Universal dos Direitos Humanos assegure moradias seguras como principio inerente humano. No entanto, percebe-se que na atual situação brasileira, infelizmente, não há cumprimento dessa garantia, o que configura um problema a ser mitigado. Haja vista, as apropriações ilegais de terras indígenas. Dessa forma, alguns obstáculos desse impasse são: a discriminação ético-social e as invasões.
De início, ao longo da história do Brasil, vem sendo construído um preconceito sobre os povos indígenas. Nesse contexto, quando Pero Vaz de Caminha avistou as terras do Mundo Novo descreveu seu primeiro contato como observando selvagens, em sequência tal imagem foi romantizada e algumas vezes até o desumanizou. Desde então, o índio ficou a margem da sociedade, lembrando apenas em datas comemorativas, isso intensifica nas escolas, pois a comemoração do dia 19 de abril reproduz o estereótipo, com pinturas e penas, tornando-o um ser fictício. Logo, a escola deve deixar de usar essa data apenas como forma comemorativa, para desconstrução dos estereótipos.
Ademais, outro aspecto que é valido ressaltar é a devastação das terras indígenas. Sob esse viés, é fácil ver em manchetes de jornais que, a cada ano, menos se torna os espaços garantidos aos índios. Pode-se mencionar, por exemplo, os tupi-guarani, que foram desapropriados de seus territórios. Além disso, em fevereiro de 2017, 18 índios foram vitimas de uma chacina, reflexo de escassos recursos disponibilizado a FUNAI, Fundação Nacional do Indo, o que impossibilita uma maior abrangência do território.
Desse modo, a sociedade destrói seu fundamento histórico. Depreende-se, portanto, que medidas sejam formuladas para atenuar esse impasse. Para isso, o MEC deve repassar para as escolas o dever de desmistificar a imagem selvagem criada do índio, por meio da inclusão do estudo da cultura indígena durante toda fase escolar, por meio de aulas de aulas bimestrais estudando costumes e língua, com a finalidade de reintegrar a eles seu valor histórico e de nação. Ainda o Estado deve disponibilizar maiores recursos a FUNAI, para que massacres não voltem mais a ocorrer. Assim, seus direitos serão devidamente cumpridos.