O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 15/11/2021
Manoel de Barros, grande poeta pós-modernista, desenvolveu, em suas obras, uma “teologia do traste”, cuja característica principal reside em dar valor às situações frequentemente esquecida ou ignoradas. Sob a ótica barrosiana, faz-se preciso, valorizar o índio brasileiro em foco na atualidade. Nesse sentido, a fim de dissertar e argumentar sobre essa temática, é importante analisar a negligência estatal e a educação brasileira.
Mormente, deve-se salientar a ausência de medidas governamentais efetivas para proteção de terra indígenas. Nessa conjuntura, Otto von Bismarck, estadista mais importante da Alemanha do século XIX, afirmou que o Estado deve garantir o bem-estar social da população. Sob esse viés, na medida em que os povos originários da América vivem sob risco constante de perder seu território, suas culturas e tradições por ganância econômica do “homem branco”, observa-se, nesse ponto, a falha da função do poder público, o que é evidente no país.
Ademais, é fundamental apontar que uma grande parcela da população se mostra alienada. De acordo com o musicólogo Vladimir Jankélévicth, em seu livro entitulado “Paradoxo da moral”, o homem moderno carrega uma cegueira ética, ou seja, as pessoas apresentam passividade frente aos impasses enfrentados. Similarmente, os cidadãos brasileiros não exergam que historicamente o direito às terras brasileiras são dos povos indígenas e que eles precisam de respeito e proteção. Essa situação ocorre, porque a sociedade assume uma postura individualista e não se movimenta em prol de mudar essa condição. Desse modo, é inadimissível que esse cenário continue a perdurar.
Infere-se, portanto, que medidas são necessárias para atenuar esse entrave. Sendo assim, cabe ao Governo Federal, acelerar o processo de demarcação de terras indígenas, fiscalizar e punir severamente os que violam as leis de proteção ao ínidio, promovendo segurança e bem-estar social desses povos. Paralelamente, é imperativo que o Ministério da Educação promova uma série de palestras em escolas, ministradas por especialistas no assunto, que tenham estudantes do ensino fundamental e médio como público-alvo. Essa ação deve ser compartilhada na rede social do Ministério em formato de “Live”, com a finalidade de trazer mais clareza sobre a importância da preservação da cultura indígena, atingindo um público maior. Assim, torna-se possível a construção de uma sociedade permeada pela incorporação dos elementos elencados na Magna Carta.