O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 27/10/2017

No contexto social brasileiro, são recorrentes as discussões acerca do indígena e sua desfragmentação cultural na contemporaneidade; isso, em virtude dos diversos conflitos que acontecem por terras e do etnocentrismo ainda enraizado em muitos indivíduos. Diante dessa perspectiva, acreditar que as ameaças sofridas por esses povos não trará consequências ao meio social é pensar insensato e negligentemente. Por conseguinte, faz-se necessário adotar medidas para resolução desse imbróglio.

É de crucial importância analisar, inicialmente, que o passado histórico dos indígenas ainda reflete no comportamento de muitos indivíduos. O sentimento do europeu colonizador do século XVI ainda pode ser observado no brasileiro do século XXI, quando impõe-se o pensamento de superioridade para com a cultura dos índios. É o etnocentrismo que coloca esses povos e sua cultura em segundo plano, consequentemente, fazendo entender que somos melhores e eles não passam de selvagens. Contudo, é necessário considerar que a cultura indígena faz parte da nossa identidade.

Outrossim, vale ressaltar que a luta por demarcações de terra é outro fator que contribui para a desvalorização do índio. O agronegócio e a mineração são dois setores que conflitam de forma direta com os indígenas, empregando o discurso, indiretamente, que economia vale mais que cultura, pois, a partir do momento que as terras desses povos são perdidas para grandes centros produtivos, são apagados os direitos à memória. Dessa forma, a ausência de políticas públicas efetivas contribuem para corroborar com a ameaça que a cultura indígena vem enfrentando.

Para o ativista Nelson Mandela, todo problema deve ser enfrentado, e não ocultado. Nesse sentido, torna-se evidente, portanto, que medidas precisam ser impostas para que o respeito e a dignidade dos índios sejam uma luta de todos. Por isso, cabe as instituições formadoras de opinião trabalharem, desde cedo, a importância da cultura indígena na vida dos brasileiros através de debates, rodas de conversa e seminários, com o intuito de fragmentar o pensamento etnocêntrico que ainda perdura. Além disso, o poder público deve ampliar e colocar em prática leis que assegurem as terras indígenas, adotando punições para aqueles que descumpram, possibilitando que os conflitos por terras atenuem. Ações assim, provavelmente, protegerão os indígenas e sua cultura perante as futuras gerações.