O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 30/10/2017

Durante o Brasil Colonial, os indígenas foram submetidos à trabalho forçado por interesses pessoais e, principalmente, financeiros pelo os portugueses, a extração do ouro, por exemplo. Hoje, pode-se perceber que ainda existe uma certa persistência desses interesses, como conflito por terras, protagonizado por índios e grupos extrativistas. Nesse sentido, convém analisar a principal causa e sua consequência desse fenômeno enfrentado nos dias atuais.

De acordo com o relatório do Conselho Indigenista Missionário, existem 654 terras indígenas (TRs) que aguardam demarcações pelo o governo, 348 delas, o processo ainda nem foi iniciado. Sob esse plano, empresas de extração tentam dominar o território afim de buscar recursos naturais e financeiros, pedras valiosas a título de exemplo. Consequentemente, há mortes, agressões físicas, cultural, como mostra o mesmo relatório, em 2015, 54 nativos foram assassinados em “guerras” por pedaços de solo. Há alguns anos escutamos falar da tribo Guarani-Kaiowá, que é um dos inúmeros exemplos de tribos que perderam grande parte das terras e que ainda realizam trabalho escravo nos grandes latifúndios dos ruralistas Brasileiros como tentativa de sobrevivência.

Segundo o filósofo alemão Friedrich Schiller, mesmo que a causa da violência seja justa, será sempre terrível. Na perspectiva dessa reflexão, essas disputas vivenciadas por muitos aborígines, são refletidas em sua cultura por exemplo, pinturas na pele, a marginalização, verem eles como seres sem importância, sem cultura. Pois esse processamento de regularização é conflituoso, por enfrentar resistência dos grandes proprietários, principalmente, os rurais, que alegam prejuízo à expansão do agronegócio. Novamente, são constantes os ataques e ameaças a etnia.

A fim de evitar a violência por ser algo banal, como previsto por Schiller, o Governo Federal deve intervir. Portanto, é preciso que o Poder Executivo tenha agilidade nos processos de demarcação das Tis e que a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) fiscalize de forma mais eficaz a posse destas, penalizando os não-índios que ocuparem-nas de forma ilegal, de modo que as empresas e ruralistas passem a terem seu espaço também respeitado. Além disso, os órgãos municipais devem investir em projetos de geração de renda sustentável, através de agricultura e do artesanato. Com a parceria de escolas, a tarefa de quebrar estigmas e educar com base na diversidade étnica, mostrando todas as dificuldades que essa minoria passa para sobreviver. Só assim, ter-se-á igualdade entre todos da nação.