O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 31/10/2017

A terra, o índio e a luta

Se existisse no século XXI um autor como Euclides da Cunha e seu amor pelo nordestino, ele certamente prestaria atenção aos problemas com a população indígena e diria que o índio é, antes de tudo, um forte! Devido a sua luta contra o homem branco aliado a tecnologia, com o capitalismo e o interesse financeiro por suas terras.

Desde que os portugueses pisaram no Brasil a vida do índio nunca mais foi a mesma, ao longo de trezentos anos foram abusados, escravizados e catequizados por uma religião que estava em conflito interno, posteriormente, com a vinda da Família Real, foi perdendo não só sua liberdade mas também seu espaço no território nacional, o Brasil foi elevado a vice-reino e o progresso era tratado como tarefa primordial, fazendo das aldeias indígenas um retrocesso.

A Guerra de Canudos representou o conflito entre a metrópole e o esquecido nordeste, foi uma batalha intensa, rapidamente abafada pelo exército brasileiro. A questão indígena se assemelha a Canudos, porém, é uma luta constante, sem um apogeu, fazendo os direitos dos índios se arrastarem por mais de um século.

A extinção é um processo natural, o homem apenas catalisa esse momento, as aldeias indígenas estão se acabando e o governo precisa garantir que esse processo seja gradual e seguro, com ações afirmativas, como a preservação de suas áreas. A escola precisa transmitir os valores culturais dos índios, afim de valoriza-los, podendo elaborar camisas com frases e símbolos de aldeias conhecidas e desconhecidas dos brasileiros, camisas que atravessarão a sala de aula e chegarão a comunidade, trazendo curiosidade sobre as histórias dos primeiros habitantes do território brasileiro. Daqui cem anos, o índio pode ser apenas lembrança, seu legado deve ser respeitado e valorizado e isso só será possível com muita persistência e educação.