O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 31/10/2017
Após a Guerra Fria, com o avanço do capitalismo, o processo de globalização intensificou-se bem como seus efeitos. Diante disso, o contato entre diferentes povos ampliou o conceito de identidade racional. No século XXI, a preocupação com os novos desafios decorrentes da questão indígena reflete pontos negativos dessa sociedade, visto que os índios sofrem de invasões territoriais e exploração, com isso, evidenciando a falta de solidez nas relações sociais.
No contexto brasileiro, é perceptível que a população apresenta características singulares, marcadas pela miscigenação histórica e pelos sincretismos. Ao se analisarem os dados disponibilizados, percebemos que, segundo a FUNAI (Fundação Nacional do Índio) cerca de 315 mil índios vivem fora de suas terras e, inclusive, habitam em áreas urbanas. Contudo, é necessário elaborar um sistema de normas para proteger o direito dos mesmos.
Consoante Milton Santos, “o simples nascer investe o indivíduo uma soma inalienável de direitos”. Sob essa óptica, podemos observar uma contradição nesse conceito, posto que no Mato Grosso do Sul, os nativos sofrem muita exploração e ameaças por garimpeiros. Casso ocorrem reações dos nativos, muitos conflitos são gerados. Percebe-se assim, ser crucial a segurança nessas áreas.
Torna-se evidente, pois, que a questão dos nativos exigem medidas concretas. É imperioso, nesse sentido, uma ação ativa do governo em relação a exploração, de modo que a rigidez das leis seja severa, a fim de amenizar o conflito. Além disso, é fundamental que o Ministério da Educação preze a valorização dos índios nas escolas, através de palestras, para que crie uma sociedade menos preconceituosa. E para uma transformação efetiva, passar por um sistema educacional que, em conjunto com o âmbito familiar, venha a inserir no ensino ética e moral. Assim, será viável construir uma sociedade mais consciente sobre os princípios da constituição índigena.