O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 02/11/2017
Peri quer ser um cidadão brasileiro
O índio brasileiro tem uma história de exploração que resultou na quase dizimação de seu povo e cultura, nos moldes da América Espanhola. A saber, em nosso pais, várias foram as correntes filosóficas e artísticas que tentaram a valorização dos primeiros brasileiros, como representante, o nosso Grande Guerreiro Peri, da época do Romantismo Brasileiro. Infelizmente, a realidade desse povo é precária, sendo cada vez mais explorados e sub julgados. Diante do exposto, torna-se passível de discussão a desvalorização da cultura indígena e a expansão de hidrelétricas e da fronteira agrícola, como fator que contribui para a diminuição do reconhecimento do índio como cidadão.
Segundo dados dos IBGE, apenas 0,45 % da população brasileira é indígena, isso é o resultado de nosso processo de colonização, que usou de imposição cultural, apropriação de terras e de trabalho forçado, gerando assim, um aculturamento do índio, ou seja, muito de sua língua e cultura foram decepadas em prol da Coroa Portuguesa. Assim, grande parte da língua indígena e de seus costumes não perpetuaram como valores nacionais, não fazendo parte de nossa consciência coletiva. No mesmo prisma, Drkheim, nos mostra que as instituições sociais, como igreja ou escola, exercem um papel de coerção, impondo o modo de pensar, de agir, criando uma consciência coletiva, em contraste, o índio acabou ficando à margem de nossa consciência coletiva. Como exemplo dessa marginalização, vimos no último ano, um grupo indígena que foi à Brasília reivindicar leis para garantir o bem estar de seu povo.
Em suma, a cultura indígena é sincrética à cultura nacional, tem um legado riquíssimo na nossa língua e costumes, por isso, deve ser tratada com o respeito e valor que é de merecimento. Para tal, cabe ao Congresso Nacional criar leis que limitem o avanço da fronteira agrícola em terras indígenas, juntamente como penalidades severas para os transgressores. O judiciário deve ser implacável, julgando de forma célere os casos de abusos contra índios e terras indígenas, aplicando multas e prisão. Em paralelo, o terceiro setor deve, através de fóruns, debates e oficinas, sensibilizar a sociedade para a valorização da cultura indígena, e ser uma ponte entre o poder público, a sociedade e os índios, para um trabalho de confluência de interesses. As escolas devem incluir na sua grade curricular o ensino de línguas indígenas, assim como, de festas e exaltação dos costumes. O cidadão, por sua vez, deve buscar conhecimento acerca dessa cultura, através de livros, documentários, até mesmo em visitas turísticas e divulgá-las nas redes sociais, no intuito de valorizá-las, como fruto, o grande Peri terá seu lugar que é o de cidadão brasileiro.