O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 16/03/2018

É indubitável que a figura do índio representa parte importante da história do Brasil. Durante o século XIX, na louvável primeira geração romântica, os nativos eram exaltados por diversos autores de livros literários. Contudo, sabe-se que, atualmente, os indígenas tem enfrentado diversas barreiras territoriais e sociais. Nesse sentido, deve-se analisar como a omissão do Estado e a herança do eurocentrismo permitem que esse problema seja recorrente na sociedade brasileira e suas  possíveis consequências.

Em primeira análise, devido à omissão do Estado, os povos indígenas são constantemente alvos de violação de seus direitos. Isso porque não são raras as ocasiões em que fazendeiros e mineradores invadem as terras reservadas aos nativos, buscando, por meio da violência, ampliar seus domínios para a agricultura, agropecuária e extração de minérios. Devido a essa situação, é comum que haja aldeias vivendo em situações de extremo abandono e miséria. Em consequência disso, muitos indivíduos desenvolvem problemas psicológicos, como a depressão e a ansiedade, que podem, inclusive, levá-los à prática do suicídio.

Atrelado à omissão do Estado, a herança de visões etnocêntricas herdadas do europeu colonizador também é responsável pela banalização da figura do índio. Para Franz Boas, importante antropólogo americano, não existe nenhuma cultura que seja superior às demais. No entanto, sabe-se que, no Brasil, os índios são vistos, por inúmeras pessoas, como seres inferiores e menos evoluídos, sendo amplamente classificados como atrasados. Nesse sentido, enquanto o Estado não se posicionar a fim de resolver o problema, esses importantes indivíduos continuarão sendo vítimas de uma sociedade extremamente preconceituosa e individualista.

Do modo exposto, percebe-se que, na atualidade, há uma grande necessidade de apoio às causas indígenas. É mister, portanto, que o Governo Federal, em conjunto com a FUNAI, institua projetos de demarcação e fiscalização das terras reservadas aos nativos, com o objetivo de garantir que nenhum indivíduo se aproprie ilegalmente desse ambiente. Para isso, é importante que seja ampliado o número de autoridades – como policiais e fiscais ambientais – nas áreas de constantes disputas territoriais. Ademais, o Ministério da Cultura deve intensificar a veiculação de campanhas midiáticas de apoio aos nativos. Dessa forma, o direito à vida será preservado.