O indígena brasileiro em foco na atualidade
Enviada em 20/03/2018
A primeira geração do romantismo no Brasil foi marcada por uma postura nativista que retratava o índio como um herói. Em contrapartida, tal exaltação da figura indígena não é vista na realidade, uma vez que vivemos em uma sociedade repleta de tabus a respeito desse grupo, vítima de constantes preconceitos até os dias atuais. Dessa forma, medidas devem ser tomadas para que essa minoria tenha acesso a melhores qualidades de vida, tendo em vista os ataques e expulsões que a população indígena sofre.
O avanço da fronteira agrícola é um dos pilares dos desafios vividos pelo índio brasileiro na atualidade, haja vista que consta como o principal motivo de mortes desse grupo. Por se tratar de uma classe favorecida socialmente, a bancada ruralista busca fortemente o fim das demarcações de terras indígenas, recorrendo para isso a assassinatos e extrema violência. Devido à falta de uma fiscalização severa, esses casos acabam sem consequências para a classe de latifundiários e contrariam a Constituição de 1988, que definiu o direito à terra aos povos indígenas.
Ademais, a questão do avanço do agronegócio traz uma consequência que esbarra em outro problema: a urbanização do índio. Em virtude da expropriação de suas terras, a população indígena acaba se movendo para os grandes centros urbanos, onde tornam-se alvo de preconceitos e marginalização. Um exemplo desse deslocamento é a chamada aldeia vertical, em São Paulo, em que famílias indígenas vivem em um prédio, tendo como síndico o cacique, e situam-se em condições totalmente avessas às quais estão acostumados, ouvindo comentários maldosos diariamente.
É visível, portanto, que medidas devem ser tomadas para que a população indígena tenha novamente o prestígio visto no romantismo. O governo deve aumentar a fiscalização das terras demarcadas através de campanhas para formação de grupos voluntários que façam visitas periódicas a esses locais, de modo que a Constituição de 1988 seja respeitada e esse grupo não tenha que passar por uma urbanização forçada. Além disso, ONG’s em conjunto com os meios midiáticos podem criar canais de denúncias contra a violência por meio da divulgação nas redes televisivas, para que, por fim, o genocídio contra esse grupo acabe. Por fim, cabe à escola e a família a imposição de debates para por fim ao preconceito contra os nativos brasileiros.