O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 04/04/2018

A análise crítica dos aspectos sociais é contrária à visão resignada da massa popular. Como disse o ex-presidente norte-americano John Kennedy, o conformismo é carcereiro da liberdade e inimigo do crescimento. Em vista dessa condescendência social, observa-se que a questão do desrespeito ao espaço indígena e a perda de direitos por eles são episódios relevantes e com tendência a se perpetuarem caso não hajam apreciações sérias e resolutivas.

Em uma primeira análise, de acordo com o sociólogo Karl Marx, o coletivo poderia ser uma forma para suplantar o modelo individualista do capitalismo. De forma semelhante, observa-se que a grande ambição pelas empresas mineradoras e de extração de recursos minerais é fruto de sistemas egocêntricos que buscam sempre a sua expansão e uma maior acumulação de capital. Entretanto, quando os recursos são explorados, não há uma preocupação em se preservar as áreas indígenas, questão que é de grande discussão pela FUNAI -órgão responsável pela garantia dos direitos dos índios-, e muitos povos nativos são obrigados a migrarem para outros locais como as cidades, local em que  na maioria das vezes sofrem violências e marginalização.

Em uma segunda análise, a atual exclusão indígena no Brasil pode ser explicada e entendida pela análise do romantismo, período em que aconteceu uma folclorização da imagem do índio. Tal fato pode ser observado nas obras “O Guarani” e “Iracema”, de José de Alencar, em ambas se cria um misticismo entorno deles ao se tentar criar a imagem de um herói romantizado, e isso gerou uma grande perda cultural que impera até atualmente quando se observa a dificuldade de inserção do índio na sociedade, como, por exemplo, ao se tentar conseguir emprego ou busca de seus direitos. Semelhante a isso, a questão da aculturação promovida pelos europeus na chegada à América foi outro fator crucial responsável pelo barbarismo ideológico contra os povos nativos.

Sendo assim, é evidente que os índios fazem parte de um povo que sofre uma constante deterioração  desde os primórdios da expansão marítima no século XV. Portanto, para se resolver a questão do desrespeito ao espaço indígena e a perda de direitos, deve haver campanhas midiáticas com apoio de ONGs sobre a necessidade da preservação das terras indígenas para uma consequente redução das taxas de violência contra os índios e uma melhor qualidade de vida; além disso, deve haver projetos de extensão universitária das faculdades de Ciências Sociais e História com ciclo de palestras abertas à população sobre a importância da preservação da cultura indígena para a historiografia Brasileira, pois é fundamental sua compreensão e repassar para as gerações futuras; deve, ainda, ser promovido um maior apoio  do Governo com leis mais rígidas juntamente à FUNAI.