O indígena brasileiro em foco na atualidade

Enviada em 04/04/2018

Desde o período literário, dentro da primeira geração do Romantismo, é conhecida por enaltecer a força e a coragem da população indígena. Contudo, apesar da heroificação do elemento nativo, grande parte da caracterização era baseado no branco civilizado e europeu. Assim como nessa época,tem-se no presente,a imposição de estereótipos e do padrão cultural vigente atuar em disseminar preconceitos.

Sabe-se que o Brasil é uma nação pluriétnica e multicultural , no qual está composta por diferentes grupos no meio social.Sendo assim, as comunidades indígenas enquadram-se amplamente nessa diversidade, em que durante séculos estiveram limitados por colonizadores e exploradores, dificultando a integração dos seus costumes. Além disso, por carecer de uma expansão de conhecimento acerca dos respectivos povos, a falta de compreensão sobre os valores destes, contribui para as exigências em seguir aquilo imposto na sociedade e por desprezar comumente vezes, suas raízes.Ademais, coexistindo aos fatores econômicos, tem-se as empresas multinacionais que acabam aproveitando-se de suas terras e passam por degradar os recursos naturais utilizados pelos aborígenes. Corroborando a perpetuação das intolerâncias e da preconcepção sobre essa etnia.

Por conseguinte, a estipulação de padrões culturais é vista segundo o pensador Pierre Bourdiou, como uma forma de violência simbólica,não decorrente somente por instituições escolares,como também pelo Estado e com ênfase nos meios midiáticos.Destarte, passam a excluir a cronologia histórica e da importância destes para a formação nacional. A partir disso, urge sentimentos de revoltas e justiças nas comunidades autóctones, principalmente relacionado a suas terras, visto que no ano de 2017, houve uma grande disputa entre os fazendeiros e indígenas no Maranhão, deixando em torno de 13 feridos. Mesmo após a Constituição de 1988 garantir a demarcação de terra dos nativos, com o intuito de beneficiá-los nas práticas de subsistência e na continuidade de suas práticas cotidianas, ainda encontram-se setores do capitalismo participando em instituir o abandono histórico de suas vidas.

Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, deve-se primordialmente englobar o Estado em promover no Poder Executivo, maiores fiscalizações à respeito do direito ao uso de suas terras, não permitindo a isenção de grandes administradores rurais. Torna-se imprescindível a atuação junto do Ministério da Educação nas instituições escolares pregando os valores e as lutas diárias dos indígenas em prol da obtenção do seu espaço. Não obstante, os meios midiáticos precisa corroborar para a expansão desse conhecimento, promovendo séries e debates televisivos acerca deles e por fim,junto da sociedade civil em palestras que visam o Ciberativismo nas redes sociais. E por meio de tais fatores, contribui-se na degradação destes estereótipos e na democratização brasileira.