O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 08/04/2019
Um dos maiores dilemas sociais do século XXI envolve segurança pública e liberdade. Partindo disso entramos no dilema do porte de armas de fogo, uma vez que essas podem representar um perigo para o convivo social quando em mãos das pessoas erradas, mas também podem representar o direito a defesa pessoal. O porte de armas de fogo é tradicional em países como Estados Unidos, esses fundados sob uma revolta contra o estado e uma necessidade de defesa contra os abusos desses, garantindo assim a liberdade. Mas em nações onde essa situação não é validade muitas vezes opta-se por proibir o porte de armas, no Japão por exemplo, as taxas de homicídios chegam a 0,3 por grupos de 100 mil pessoas. Porém dados mostram que em países onde o porte de armas é proibido o número de homicídios pode ser alto, exemplo de Honduras sendo o país mais violento do mundo, com taxas de 6 armas a cada 100 habitantes. Ao analisar os dados discutidos no parágrafo anterior percebemos que o nível de desenvolvimento desses países também afeta esses dados, países mais desenvolvidos, com maior quantidade de capital pra investimento em segurança e menor índices de corrupção podem garantir maior segurança. No Brasil, onde muitas vezes o número de homicídios passa a casa dos 42 mil, sendo muitas vezes praticados por a gentes do estado, o livre porte de armas pode não garantir a integridade e a liberdade dos cidadãos. Sendo assim, antes de começar a pensar em porte de armas, deve-se pensar em educar e instruir o povo, investir em segurança pública de ponta e em inteligência contra o crime, investir em projetos de reinserção social dos ex-detentos e adotar programas que visem a redução da criminalidade a partir da criação e oferta de profissionalização dos que se inserem no meio do crime. Por fim, vale lembrar que os discurso que muitas vezes defendem o porte de armas partem do pressuposto que que o estado não cumpre com as suas obrigações de garantia da segurança da população. Não pode-se esquecer que também somos estado, também temos nosso deveres, temos de juntos, combater a violência, pois esse problema não será resolvido por formulas magicas e sim por participação da sociedade.