O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 17/04/2019
Segundo Paulo Freire em sua obra “Pedagogia do oprimido” de 1981, “Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo.” A partir disso, o que se pode esperar de educação no país que é considerado o número 1 de assassinatos por armas de fogo, que está em 16° no ranking dos países mais violentos do mundo?
O Brasil chegou a marca de mais de 44 mil mortes por armas de fogo em 2016, cerca de 5 pessoas a cada hora, segundo a revista Veja. Pode-se dizer que na grande maioria dos casos, as armas são compradas por pessoas que não tem o porte legal, não tem noção mínima de uso, além de que não tem preparação física e tampouco psicológica para utilizar um instrumento com alto poder de destruição. E mesmo nas academias de polícia, onde são profissionais altamente treinados e aptos para manusear armamentos dos mais variados tipos ocorrem milhares de óbitos.
Desde que o Estatuto do Desarmamento entrou em vigor, a proporção de homicídios por armamentos estabilizou em 71,1% em 2014, de acordo com a revista Época, assim como as políticas de controle de armas frearam as mortes. De fato, a violência e a educação estão diretamente ligadas, assim como a baixa concentração de renda nas periferias. Um jovem desvalido que não tem acesso à escola, logo não conseguirá emprego em mercados formais de trabalho corroborando para o aumento da marginalização, consequentemente o aumento do número de armas e exícios, o que explica o alto número de mortes e índices alarmantes de violência na região Nordeste do país.
Portanto, medidas são necessárias para resolver o impasse, são elas: O Ministério da Educação realizar melhorias estruturais nas redes públicas de ensino em áreas periféricas das cidades com professores que prezem a não violência, assim como o Ministério da Justiça aperfeiçoar o treinamento de policiais, sejam eles federais, rodoviários e militares bem como ampliar firmemente a segurança das fronteiras do país, evitando o contrabando de armas de fogo advindos de outros países.