O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 22/04/2019

No atual contexto social brasileiro, sobretudo com o aumento da criminalidade e a incapacidade do Estado em agir, muito se tem discutido sobre o porte de armas como medida eficaz para repelir atos que afrontem a segurança dos indivíduos. Entretanto, tendo em vista o elemento surpresa de tais condutas e o caráter alienígena da auto-defesa por arma de fogo à cultura do país, esse é um cenário potencialmente desastroso e, por isso, é imprescindível que essa temática seja amplamente discutida com o propósito de diminuir os efeitos das aparentes adversidades.Nesse sentido, cabe lembrar fato amplamente divulgado, onde o Presidente da República, antes de ocupar o cargo, mesmo sendo militar egresso da qualificada Academia Militar das Agulhas Negras (AMAN), passou pelo infortúnio de ser surpreendido durante um passeio pela orla do Rio de Janeiro e teve sua arma subtraída por marginais; sendo essa uma situação corriqueira que alcança vários agentes de segurança e mesmo prédios oficiais, como, por exemplo, delegacias, que são alvos de ações criminosas que visão o furto de armas de fogo. Efetivamente, em contrate com países como os Estados Unidos da América, que possui em sua Carta Magna o direito à posse de armas, ou à Suíça onde, após o serviço militar obrigatório, o cidadão leva para casa sua arma; o Brasil, principalmente após a redemocratização, sempre teve leis muito claras e uma posição popular majoritária, que se afirmou em plebicito, contra o porte de armas. Diante disso, para que se tenha uma melhor dimensão do problema, faz-se necessário que as instituições formadores de opinião, tais como escola e mídias televisivas, promovam o debate aberto e franco sobre o tema. Bem como o Poder Público realize uma maior integração entre as polícias e melhor preparação de seus agentes por meio do reforço e aplicação das leis vigentes, tendo como objetivo a diminuição da sensação de insegurança experimentada pela população, podendo a sociedade vir a tomar uma decisão mais sóbria sobre esse assunto, sem que seja baseado em imediatismos prejudiciais como este da liberação do porte de armas.