O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 27/05/2019
O Império Romano - no período anterior à Idade Média - foi marcado por diversos saques e atentados dos povos Germânicos. Vale salientar, desse modo, a inexistência de armas de fogo na ocorrência desses eventos - fato que não impediu o ataque, de forma intensa, desses povos ao império construído por Roma. Outrossim, o Brasil atual passa por um período bastante violento, quase equiparado à Idade Antiga, tendo como principal premissa a utilização de armas de fogo como agravante. Contudo, cabe avaliar outros fatores que estão impulsionando o problema - como a vulnerabilidade social e a falta de investimento em segurança pública - em detrimento da simples proibição do porte de armas.
A princípio, é importante destacar que o principal agente impulsionador da violência é o estado de carência de uma parcela significativa da população brasileira. Essa, torna-se vulnerável à medida que é privada de uma condição de vida igualitária, assim como quando exposta a um sistema de precário de educação. Dessa maneira, os jovens moradores de periferias crescem com pouco acesso à informação, tendo como principal exemplo os criminosos que conseguiram melhores condições de vida através do crime. Assim, a longo prazo, é preciso investir de forma intensa na educação desses jovens, sob a ótica da ideia exposta por Nelson Mandela, a qual afirma que a arma mais poderosa que a sociedade pode usar para combater a violência é a educação.
Ademais, é mister salientar a falta investimento em segurança pública como agravante do problema; visto que, em um países violentos como o Brasil, é um erro atribuir tal cenário à utilização de armas para defesa pessoal. Países como a Alemanha, Suécia e Áustria possuem, segundo a revista Veja, taxas baixíssimas de homicídio, apesar de possuir - em média - 30 armas de fogo a cada 100 habitantes. Desse modo, pode-se concluir que as altas taxas de roubo, homicídio e saques, por exemplo, não estão relacionadas ao porte de armas em si; estando, assim, atreladas à falta de atenção à segurança pública.
Infere-se, portanto, que medidas sejam impostas para resolver o problema. Nesse sentido, é imprescindível que o Ministério da Educação invista na educação de jovens em estado de vulnerabilidade, mediante construção de novas escolas com boas estruturas - em locais de carência social - com vistas ao maior suporte, a longo prazo, para a formação desses indivíduos. Ademais, cabe ao Ministério da Justiça e Segurança Pública reforçar a segurança nas ruas, por meio da alocação de mais policiais em pontos específicos das cidades; assim como a liberação do porte de armas de fogo, mediante revogação total da lei desarmamentista. Tais medidas visam o aumento da segurança do cidadão de bem; que mais sai prejudicado devido a tantas disputas ideológicas.