O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 19/05/2019

Segundo Thomas Hobbes, em estado de natureza, somos maus, situação essa que implora por um pacto cívico-social inibidor desta realidade. No Brasil, ainda que a Constituição Federal represente tal bem comum, constantemente casos de corrupção são verificados entre os cidadãos. Desta forma, quando se pareia o contexto ao desarmamento, é fatal que se observe então o encerramento de mais caos na sociedade, pois sendo a cultura pouco voltada aos bons costumes, ao alia-la a um objeto mortífero, mais menosprezo haverá entre os indivíduos.

Pode se perguntar, como é acordado a segurança no Brasil? Ora pelo conjunto de leis e normas cidadãs, ora pelas entidades de policiamento. Todavia, infelizmente, ambas na prática são débeis e a segurança portanto é frágil. Contudo, ainda assim a política do desarmamento, como argumento de defesa pessoal, não seria uma terceira opção viável para o coletivo, já que as causas malignas de insegurança no país não estão sendo previamente esclarecidas e combatidas.

Não obstante, como disse Hobbes - “nenhum homem se vê inferior aos outros e, por isso, impõe-se violentamente sobre os outros como superior” - e sendo a violência no país hodierno representada de forma imoral (o que confirma nas falas de Leda Nagle em sua entrevista com o presidente Jair Bolsonaro) é injusto que se acrescente a legalidade do porte de armas. A barbarie é algo repreensível, e o desarmamento só tende a banaliza-la.   Portanto, tendo em vista o bem comum, que é a preservação da vida, o porte de armas não deve ser autorizado entre os brasileiros. É preciso na verdade que haja primeiramente, maior respeito e atitude cívica dos indivíduos em relação a estabelecida Carta Magna Nacional. Não logo, imprescindível se faz que os policiais responsáveis pela Ordem Pública se manifestem de maneira mais incisiva à paz na sociedade, isto é, monitorando mais e melhor, tanto humanamente quanto tecnologicamente (com o apoio de câmeras), e rendendo os inimigos da lei. Por fim, sendo fato essas premissas, não haverá necessidade de desarmamento no país.