O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 19/06/2019

“Basta um dia ruim para reduzir o mais são dos homens a um lunático.”, a frase proferida pelo personagem Coringa do universo fictício da DC comics, evidencia a vulnerabilidade do homem diante de seus problemas do cotidiano. Na vida real, o Brasil enfrenta um impasse que está diretamente relacionado à tal vulnerabilidade. O dilema do armamento civil trouxe a tona problemáticas relacionadas ao aumento dos índices de violência e a desvalorização dos órgãos de defesa.

Em primeiro plano, é válido destacar como os problemas emocionais cotidianos , aliados ao porte e a posse de armas, ampliam os índices de violência na sociedade. Uma vez que, consoante ao pensamento do Filósofo Rousseau “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.”. Diante disso, ao encontrar-se em um meio social onde a violência é estimulada pelo incentivo ao armamento, o indivíduo poderá ser corrompido por tal violência. Por conseguinte, os índices de atos violentos ocasionados por alterações comportamentais rotineiras, como a violência doméstica e o suicídio, irão sofrer um aumento exponencial devido à facilidade no acesso às armas de fogo.

Outro aspecto a ser abordado é a desvalorização dos órgãos de defesa diante do processo de armamento da população. Tendo em vista que, o ato de armar os cidadãos transfere a responsabilidade da segurança pública do Estado para o Indivíduo. Fato que torna os órgãos policiais instituições semelhantes às definidas pelo filósofo Bauman como “Instituições Zumbi”, as quais são órgãos públicos que têm seu funcionamento dado como obsoleto. Em consequência disso, tem-se o aumento dos índices de violência em decorrência da ausência da ausência de um órgão atuando de maneira efetiva no controle dos atos criminosos da população.

Portanto, diante dos aspectos abordados, com o intuito de reduzir os atos violentos dos indivíduos, que são facilitados pelo acesso às armas de fogo, é de responsabilidade do Poder Legislativo, aliado ao Ministério da Justiça, ampliar a rigorosidade dos processos legais para a concessão de armas para a população; A fim de evitar que os “dias ruins” dos indivíduos os transformem em “Lunáticos” armados que oferecem um enorme risco para a sociedade. Ademais, cabe ao Poder Executivo ampliar o investimento nos órgãos policiais responsáveis pela defesa da população, com o intuito de ampliar a efetividade da sua atuação além de reduzir os índices de violência e criminalidade, possibilitando, assim, que a segurança da população seja de responsabilidade do Estado e não do Indivíduo, eliminando a necessidade dos indivíduos possuírem armas como mecanismo de defesa.