O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 21/07/2019
A Declaração Universal dos Direitos Humanos, promulgada em 1948 pela ONU (Organização das Nações Unidas), assegura a todo cidadão o direito à vida, ao bem estar social e o direito à segurança. No entanto, o cenário visto pelo livre porte de armas para o cidadão brasileiro impede que isso aconteça na prática, devido a probabilidade de aumentar os índices de criminalidades nas metrópoles brasileiras, como também pela educação da sociedade que é precária referente ao assunto e poderia ser usada para influenciar positivamente na situação.
Cabe, a princípio, ressaltar uma das causas desse problema. Para o sociólogo Émile Durkheim, o indivíduo só poderá agir na medida em que conhecer o contexto que se encontra, a saber quais são suas origens e as condições de que depende. Nesse sentido, evidencia-se a necessidade de que certos setores da sociedade melhorem, a exemplo do desarmamento no Brasil, o qual não resultou em um decréscimo significativo nas taxas de furtos, violência contra mulher e latrocínio, segundo a Justiça Criminal.
Ademais, é indiscutível que a educação seria uma ferramenta de intervenção positiva sobre essa problemática. Entretanto, ainda faltam medidas efetivas por partes das autoridades para que essa conduta seja alterada. Nesse contexto, conforme o pensamento de Nelson Mandela de que “apenas a educação é capaz de mudar o mundo”, encontra-se deturpado no país à medida que os investimentos são insuficientes para suprir as necessidades da educação escolar e insignificativos para inserir matérias relacionadas à problemas sociais.
Diante dos fatos supracitados, portanto, faz-se necessário que o governo em parceria com os órgãos competentes da Justiça Criminal financie projetos relacionados à educação do desarmamento, por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua programas televisivos, entrevistas de jornais e debates sociais entre a população. Além disso, rever a necessidade de reformular a lei do desarmamento, pois não houve a queda na criminalidade restringindo o cidadão de bem ao porte de arma.