O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 20/07/2019

O livre porte de armas no Brasil é definido pelo legítimo transporte de armas sob cuidados de pessoas conscientizadas com o objetivo de defesa pessoal. Porventura, se o livre deslocamento de objetos bélicos for autorizado, consequentemente, a desconcentração do poder do Estado, a liberdade plena de cidadãos de bem e o combate ao crime, enfim, se transformarão de elementos intangíveis a factíveis na atual sociedade.

Por conseguinte, a descentralização  do poder estatal representará drásticos aumentos em setores como: a liberdade individual e defesa pessoal. Logo, referidas seções, em decorrência da autonomia absoluta de cada pessoa e da preservação da vida que será garantida pela proteção independente efetuada por cada cidadão ,de fato, contribuirão para a exerção da liberdade, igualdade e fraternidade, pregados pelo humanismo individual, cuja declaração se baseia na essência indivisível humana como maior bem para cada sujeito.

Ademais, o combate ao crime será efetuado, diminuindo consideravelmente os índices atuais de criminalidade. Tais estatísticas, demonstram o efeito contrário do esperado pelo Estatuto do Desarmamento, lei infraconstitucional elaborada em 2003, a qual objetivava atenuar os índices de infrações das regras vigentes. Contudo, nota-se o aumento, segundo o Atlas da Violência, do número de homicídios, que atualmente ultrapassa 30 a cada 100 mil habitantes em 2017 em relação a 1980, ano esse em que ocorriam 10 assassinatos por 100 mil habitantes, juntamente com o drástico aumento de homicídios por ama de fogo, que saltaram de 5.000 para 50.000 no determinado período, comprovando assim, a ineficiência da proibição da posse de armas.

Logo, infere-se a permissão do porte de objetos bélicos, por parte do Estado, efetuando a extinção do Estatuto do Desarmamento, por meio de uma conscientização dos governantes, para que o direito a vida seja realmente preservado, resultando na liberdade individual de fato, no combate ao crime e na desconcentração de poder estatal.