O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 24/09/2019
Desde o iluminismo, entende-se que uma sociedade só progride quando uma pessoa se mobiliza com o problema da outra. No entanto, quando se observa o porte de armas no cenário brasileiro, hodiernamente, verifica-se que esse ideal iluminista só é constatado na teoria e não desejavelmente na prática e a problemática persiste intrinsecamente ligada à realidade do país. Nesse sentido é necessário que subterfúgios sejam encontrados a fim de resolver essa inercial problemática.
É importante ressaltar, em primeiro plano que a questão constitucional e a sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser utilizada de modo que, por meio da justiça, o equilíbrio seja alcançado na sociedade. De maneira análoga, é possível perceber que, no Brasil, o porte de armas rompe essa harmonia, haja vista que portadores tendem à se desequilibrar, quando submetidos a ocasiões inesperadas de nervoso.
Outrossim, destaca-se a acentuada influência, à jovens e crianças ao presenciarem seus pais com armas de fogo. De acordo com Durkheim, o fato social é uma maneira coletiva de agir e de pensar, dotada de exterioridade, generalidade e coercitividade. Seguindo essa linha de pensamento, observa-se que ao verem seus pais utilizando armas, as crianças tende a raciocinar de forma coercitiva e praticarem, uma vez que os responsáveis não estejam por perto.
É evidente, portanto que ainda há entraves para garantir a solidificação de políticas que visem a construção de um Brasil melhor. Destarte, as redes de televisões, devem alerta por meio de propagandas, os riscos do porte de armas, promovendo uma amenização do problema. Como já dito pelo pedagogo Paulo Freire, a educação transforma as pessoas, e essas mudam o mundo. Logo, o ministério da educação (MEC) deve instituir, nas escolas, palestras ministradas por psicólogos, que discutam os efeitos de uma arma de fogo, a fim de que não se viva a realidade das sombras, assim como na alegoria da caverna de Platão.