O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 29/10/2019

A história do Brasil foi marcada por séculos de exploração estrangeira e enriquecimento pessoal. De fato, esse quadro ainda se mantém, pois continuamos dominados por um sistema global que se perpetua no poder gerando, através da concentração de renda às desigualdades sociais,  responsável pelo quadro de violência no país. Diante disso, surgem medidas polêmicas e populistas com a promessa de resolver os problemas, como o porte de armas.

Primeiramente, é importante ressaltar que vivemos em uma sociedade que diariamente negligencia o progresso. Isso acontece através de atos corruptos e individualistas dos três poderes e da população que não dá importância ao coletivo. De fato, isso acaba provocando uma cadeia de exploração, concentração de renda e consequentemente a falta de serviços básicos- saúde, educação, segurança etc.

Assim, é óbvio que à desigualdade social é responsável direta pelos problemas nacionais e, a violência é um exemplo, que de diversas formas degrada o país: lutas por terras onde o pequeno proprietário- rural, quilombola, sem-terra etc- são assassinados e/ou perdem suas terras para os grandes latifundiários e grileiros, violência urbana, na qual as classes baixas são as mais afetadas, doméstica e étnico-racial.

Diante disso, como o fato de portar armas resolveria esse caos? E quem realmente as portaria em uma país tão desigual? É evidente que liberar o porte iria privilegiar as classes com maior poder aquisitivo mantendo o cenário das periferias e forçando aqueles que não têm dinheiro adquirirem armas de forma ilícita, mantendo, dessa forma, o sistema opressor.

Portanto, é claro que liberar o porte de arma é negligenciar a nação. Assim, precisamos de medidas efetivas a curto prazo- investimentos em infraestruturas, educação etc-, que distribuem renda e de logo prazo, como pesquisa, projetos educacionais e tecnologia. Além disso, a sociedade tem o papel de fiscalizar- portais da transparência- e escolher seus representantes, denunciando-os quando necessário. Ademais, o tempo dirá se socio-culturalmente teremos progredido suficientemente para discutimos sobre portar armas.