O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 22/01/2020
De acordo com o filósofo Nagile Andréas Neto, a inteligência é a única arma capaz de combater a violência. Sob o mesmo ponto de vista, o armamento cívil não é a solução para uma segurança pública de qualidade no Brasil, pois um conjunto de leis bem estruturadas e aplicadas são o suficiente para manter a paz em uma sociedade. Além disso, mais armas significam um número maior de mortes, em razão de que as taxas de homicídios aumentariam em solo nacional.
Primordialmente, um conjunto de leis bem pensadas e aplicadas conseguem manter a ordem e estabilidade de uma nação. A exemplo disso, o Japão teve como tolerância zero o armamento cívil dando ênfase em suas regulamentações rigorosas, e hoje ocupa a nona posição no ranking de países pacíficos, aponta o Índice Global da Paz. Destarte, torna-se claro que leis devidamente executadas conseguem manter a harmonia de uma sociedade.
Outrossim, o Brasil é o nono país mais violento do mundo, aponta a OMS. Com isso, mais armas representam um grande número de mortes em território nacional, pois um ambiente agressivo tende a gerar mais hostilidade. Ainda mais, no ano de 2017 cerca de quarenta e sete mil pessoas foram mortas por armas de fogo, aponta o Atlas da Violência. Desse modo, fica evidente que o armamento cívil não é a solução para a segurança pública, visto que o número de homicídios são alarmantes em uma pátria que demonstra o armamento como algo “restrito’'.
Mediante ao exposto, torna-se evidente que o livre porte de armas não é a resposta para a segurança pública no Brasil, em razão de que a violência aumentaria e leis bem aplicadas são o suficiente para manter a harmonia na nação. Dessarte, é necessário que o Ministério da Justiça amplie e siga todas as regulamentações do Código Penal, por meio de fiscalização e sugestão de leis com a colaboração de cidadãos da pátria e que essas propostas sejam divulgadas nas redes sociais de órgãos governamentais, para que assim, todos participem da segurança pública no país. Dessa forma, as taxas de homicídios diminuirão e o armamento cívil não será necessário para manter a paz em território brasileiro.