O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 11/02/2020
Na obra “Utopia” do escritor inglês Thomas More,é retratada uma sociedade perfeita na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas.No entanto,o que se observa na realidade contemporânea é oposto ao que o autor prega,uma vez que o livre porte de armas gera receios,já que tal porte aumentaria os casos de violência. Tal temática é preocupante visto que o Brasil é um país extremamente violento e a circulação de armas agravaria essa situação.
Em primeiro plano, a análise dessa temática pode ser concretizada pelo pensamento de Mahatma Gandhi na qual está expresso “olho por olho,dente por dente e o mundo acabará cego”,ou seja se violência for respondida com mais violência o mundo será um poço de ira.É importante salientar que, todas as pessoas têm o direito de se defender, mas não de violar a vida de outras pessoas. De acordo com o Atlas da Violência 2019, em 2017, o Brasil alcançou a marca histórica de 65.602 homicídios. Mais de 70% dessas mortes foram causadas por armas de fogo.Dessa forma, é importante relevar que tais dados são extremamente preocupantes.
Em segundo plano,de acordo com a OMS - Organização Mundial da Saúde,o Brasil tem o nono maior índice de homicídios no mundo e as taxas brasileiras são cinco vezes a média mundial de homicídios. Essa situação afirma que,a circulação desse objeto traria mais episódios negativos e um grave aumento nos índices de violência. Dessa forma,a permissão do porte é inquietante.
Assim,faz-se necessária a atuação das instituições escolares em parceria com a mídia,na educação da população - especialmente dos jovens que ainda estão formulando opniões a respeito das várias temáticas - acerca da necessidade de se relevar os perigos de uma sociedade com armamento. Isso deve ocorrer por meio da promoção de palestras,que ao serem ministradas em escolas e universidades,orientem a sociedade a serem cidadãos conscientes e precavidos. “De nada valem as ideias sem que os homens possam pô-la em prática”,Imannuel Kant.