O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 19/09/2020

O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Segundo o filósofo espanhol George Santayana, aqueles que não se recordam do passado estão condenados a repeti-lo, nesse sentido percebe-se na história que governos totalitários realizavam o desarmamento da população, tornando-a frágil e indefesa, antes de realizarem o golpe estatal e incrementarem um sistema centralizado e opressor. Tal importância deve-se a movimentos que buscam desarmar a população afirmando querer diminuir o número de homicídios, entretanto, tornam-na mais vulnerável a governos ditatoriais.

Primeiramente, é imperativo ressaltar a queda no número de assassinatos nos Estados Unidos (EUA), no qual o porte de armas é legalizado, como afirma o autor de “Mentiram para Mim”, Benê Barbosa. Logo, entende-se que a legalização à posse e ao porte de armas de fogo torna mais ”justo” o conflito entre cidadãos que seguem as leis e criminosos, aumentando a chance de proteção à propriedade privada e à vida.

Outrossim, convém destacar que embora o Estatuto do Desarmamento tenha entrado em vigor no ano de 2004 a fim de diminuir o número de homicídios, esse valor continuou a subir, como apresenta os infográficos propostos pela Globo. Portanto, torna-se evidente o aumento no número de mortes por parte dos cidadãos de “bem”, já que os criminosos não são desarmados por não seguirem as regras da sociedade, por conseguinte, o resultado observado é o oposto do esperado.

Posto isso, é preciso que providências sejam tomadas a fim de diminuir a quantidade de homicídios e tornar a população capaz de se defender de uma possível tentativa de golpe estatal, como ocorreu na China, Cuba, Vietnã e Rússia (antiga URSS). Logo, cabe ao atual presidente da república Jair Bolsonaro e ao Congresso Nacional aprovarem leis que permitam a posse e o porte de armas pelos cidadãos, entretanto torna-se preciso a realização de aulas de tiro e testes psicológicos com o indivíduo que demande o direito de carregar uma arma de fogo. Dessa maneira não seremos “condenados” a cometer erros do passado, segundo o ideal de Santayana, tornaremos a população independente e com maior chance de autodefesa.