O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 03/11/2020

“A sociedade é necessitante de críticas às suas próprias tradições”. A máxima do filósofo Habermas infelizmente norteia a atual sociedade brasileira. Visto que um dos grandes desafios enfrentados pelos dirigentes da nação é o porte de arma civil, esse assunto acarreta em inúmeros argumentos contra e a favor, tendo o alto índice de mortalidade, além da fragilidade das fronteiras como fatores determinantes para o apoio ao livre porte de armas.

Visto isso, no ano de 2003 ocorreu um plebiscito com a população brasileira, em que o desarmamento civil saiu vitorioso. Entretanto, segundo dados divulgados pelo jornal O globo, o número de homicídios por armas de fogo cresceu, contradizendo, desse modo, a argumentação pregada pelos opositores do porte de arma, que divulgam a premissa de que a introdução de mais armamento na sociedade iria aumentar os números da violência. Provando assim que o aumento do número de homicídios por armas de fogo não está diretamente ligado ao porte.

Ademais, a fragilidade da fiscalização nas fronteiras brasileiras é fator determinante para entrada de armas ilegais no país. Sendo assim, a permissão do porte de arma civil, além de aumentar a arrecadação de  impostos e ser responsável pela diminuição do tráfico de armas, torna-se fator estimulante para o maior investimento em mais agentes federais nas fronteiras, visando uma diminuição nas taxas de contrabando.

Fazem-se necessárias, portanto, medidas capazes de diminuir o pré-conceito existente no que se refere ao porte de armas. Desse modo, o Governo federal deve instituir um novo plebiscito com a exposição de dados averiguados por fontes confiáveis, deixando explicito para o cidadão todos os conjuntos de informações sobre a realidade da sociedade com e sem o porte de armas, fazendo uma nova votação que vise a vontade da maioria.