O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 01/10/2020

As eleições para presidente brasileiro, em 2018, foram vencidas por Jair Bolsonaro, esse explicitava em seus discursos que facilitaria o acesso às armas de fogo, o que causou grande discussão entre os eleitores. De fato, tal acessibilidade pode proporcionar maior segurança à população, apesar de que as buscas por armas mais letais seriam exacerbadas. Desse modo, é fulcral discorrer sobre o assunto a fim de encontrar soluções.

Primeiramente, é importante salientar que, ao andar com armas, as pessoas se sentem mais protegidas dos criminosos. Tal proteção é necessária no Brasil, tendo em vista que, no país, vinte a cada cem mil pessoas são vítimas de homicídio, segundo a revista Veja. Sendo assim, cada indivíduo tenta manter sua integridade ao se defender da forma em que lhe é cabível e, ao possuir também uma arma de fogo, poderia intimidar o criminoso.

Entretanto, grandes poderes exigem grandes deveres—como afirmou o escritor norte-americano Stan Lee—responsabilidade essa que é escassa nos brasileiros se observarmos a pesquisa realizada pelo Mapa da Violência, na qual a menor disseminação do porte de armas também diminui os casos de homicídio, além de reduzir à metade as mortes por acidente e suicídio com armas de fogo. Esse cenário se dá pelo fato que, visando maior proteção, a população vai em busca de armas cada vez mais letais, então, em autodefesa, discussões e até em acidentes domésticos, é mais fácil que uma morte seja provocada.

Portanto, ações devem ser tomadas para desintegrar gradualmente as problemáticas supracitadas. Assim, o Ministério da Justiça e Segurança Pública deve proporcionar maior proteção às pessoas—mediante cursos de defesa pessoal sem utilizar armas, e instalação de câmeras nos bairros, as quais serão controladas por seguranças que estarão prontos para acionar a polícia caso ocorra algum crime—com a finalidade de diminuir as buscas por armas de fogo e, consequentemente, os índices de morte por armas de fogo. Dessa forma, no Brasil será evitada discussões como as das eleições de 2018.