O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 07/11/2020

O Brasil é o 2° país mais violento da América do Sul, segundo a Organização da Nações Unidas. Neste contexto, muito se tem discutido sobre o armamento cívil, visto que, uma vez permitido, o porte de armas traria uma maior sensação de segurança a população. Entretanto, o Brasil não está estruturalmente preparado para tal passo, uma vez que, possibilitar o uso de armas não só aumentaria o quadro de homicídios como também não resolveria o problema da violência no país.

Em uma primeira análise, de acordo com um relatório publicado pelo FBI em 2011, homicídios cometidos por cidadãos comuns são duas vezes maiores do que os cometidos por criminosos. Assim, fica claro que possibilitar o porte de armas provocaria maiores riscos de acidentes em casa e de crimes domésticos e no trânsito, já que, questões socioemocionais afetaria o manuseio correto do objeto. Além disso, é importante lembrar que o Brasil ainda é um país preconceituoso, com o armamento civil, o número de fatalidades da minoria da população, como negros e homossexuais, aumentaria.

Outrossim, é notório que possibilitar o uso de armas geraria um caos na sociedade, pois seu uso passaria dos limites de defesa pessoal e serviria como objeto de ataque ao próximo, violando o direito a vida dos cidadãos. Sobretudo, o escritor Augusto Cury afirmou que “os frágeis usam a violência e os fortes as ideias”. Neste contexto, investir em educação e segurança, para solucionar o problema da violência é mais eficaz do que distribuir armas para a população.

É nítido que diante do cenário caótico que o Brasil encontra-se, permitir o armamento civil representaria uma medida inconsequente e problemática. Dessa forma, o Ministério da Educação (MEC) deve promover a conscientização dos jovens nas escolas, por meio de campanhas e palestras a fim de alertar o perigo das armas, além disso as escolas devem trabalhar o desenvolvimento socioemocional dos alunos, por meio de psicólogos afim de formar cidadãos conscientes de suas ações.