O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 14/05/2021

Um grande questionamento da atualidade se trata do livre porte de armas no Brasil, durante a Pré-História, as armas foram desenvolvidas para ajudar o ser humano em seu processo adaptativo. Mas a situação é contrária no atual cenário brasileiro, no qual a legalização de posse mostraria um despreparo da população em relação as arma de fogo, decorrente de aspectos psicológicos e a falta de segurança pública.

Segundo o psicanalista Sigmund Freud, o ser humano possui um instinto por morte, responsável pelas tendências destrutivas do comportamento. Nesse contexto, é nítido que a legitimação sem um preparo psicológico, pode incentivar o aumento desse instinto, uma vez que os cidadadões não tem o controle  emocional nessário para tal ação, decorrente da falta de acompanhamento social em escolas ou locais de trabalhos. Assim, é correto afirmar que o cidadão apresenta uma falsa sensação de preparo para o porte de arma.

O filósofo Jean Rousseau afirma que, o enfraquecimento do poder representaria a quebra do pacto social desenvolvido pelo homem. Isso está ligado ao artigo 144 da Constituição Federal, que assegura o dever do Estado em manter a segurança pública, desse modo, ao garnantir o livre porte de armas aos cidadãos, o poder público se omiti ao seus deveres, uma vez que esse livre acesso as armas de fogo, faria com que o brasileiro cuidasse de sua própria segurança e resultaria em mais violência. Assim, pode-se notar pelo Estatuto do Desarmamento que o número de assassinatos por arma de fogo no Brasil é de 19 casos para cada grupo de 100 mil habitantes, e que esse número aumentaria com o livre porte para todos.

Diante deste panorama, é notório que para a popualçao brasileira ter acesso as armas de fogo, ainda são necessárias mudanças sociais. Portante, cabe ao Ministério da Educação aliado as instituições de ensino, escolas e faculdades, realizarem acompanhamento psicológico com todas as crianças e jovens, desenvolvendo-os e tornando aptos a viver em sociedade, dispensando o uso de armas, por meio de palestras e conversas, a fim de conscientiza-los sobre o mau uso das armas e as consequências dele. Somado a isso, cabe ainda a seguraça pública, aumentar o seu supervisionamento nas cidades e em locais mais perigosos, a fim de sanar os problemas de segurança, para que o brasileiro não precise se preocupar em fazer a sua própria segurança.