O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 14/05/2021
Desde o período paleolítico até a contemporaneidade, as armas são intrumentos que garantiam a sobrevivência e a proteção dos indivíduos, porém, mesmos estes utensílios sendo utilizados como forma de garantir defesa das pessoas, eles também mostram-se como elementor motor na hegemonia de governos tirânicos e na imposição de imposição de ideais com o uso da força. Essa disparidade gera na população um questionamento: O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido? Notoriamente, a resposta é não, caso não ocorra mudanças na estrutura da social e fatores como a falta de educação populacional quantos aos meios de defesa e a desigualdade do poder de compra de armas sejam corrigidos.
Nessa perspectiva, como afiramava o filósofo britânico, Thomas Hobbes " O homem é o lobo do homem", ao realizar tal premissa, Hobbes afirma de maneira geral que a maioria dos problemas da humanidade são causados pelo próprio ser humano. Sendo assim, a teoria Hobbesiana encaixa-se na questão do livre porte de armas no Brasil, pois devido a pouca instrução da população quanto ao uso correto de armas de fogo, o principal objetivo desses utensílios que é a proteção dos indivíduos, não seria alcançado, porque com uma população que tem em mãos armamento com potencial letal e pouco conhecimento de como utiliza-lo, acidentes graves e consequentemente o aumento da violência seriam comuns no Brasil.
Ademais, como afirmava o biólogo britânico, Charles Darwim, os seres com maior capacidade de adaptação aos fatores externos, tem maiores chances de sobrevivência e prosperidade. Porém, no tocante do livre porte de armas no Brasil, essa competição citada por Darwim entre os indivíduos na busca por proteção mostra-se desigual, devido aos altos preços que as armas possuem, sendo inascessível à maior parte da população, esse fator alargaria ainda mais a desigualdade social brasileira, pois além de não terem as mesmas oportunidades e geralmente morarem em localidades mais perigosas, os indivíduos das classes mais baixas da população, também não teriam o direito de proteger-se como as camadas mais privilegiadas.
Portanto, é necessário que o Governo Federal em conjunto ao Ministério de Segurança Pública, orgão responsável por garantir o direito à segurança como previsto na Constituição Federal de 1988, realize uma mudança no sistema de segurança nacional visando uma melhora neste quesito, e caso seja necessário realize o barateamento de armas de fogo por meio de incentivos fiscais para empresas nacionais que fabricam-as, e permita a compra dessas armas somente após o indivíduo realizar testes que garantem sua aptidão para utilizar tal utensílio, e assim minimizar os problemas desse fator.