O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 14/05/2021
O filme Tropa de Elite retrata o uso de armas pela população de uma favela do Rio de Janeiro, onde a polícia sofre tentando controlar a criminalidade no referido local. Decerto, não distante do cenário cinematográfico, o Brasil enfrenta as consequências de uma minoria armada. Dessa forma, faz-se evidente a necessidade de uma atuação governamental e social mais contundente para contornar essa problemática.
A priori, vale resaltar a chacina que ocorreu em um colégio público de Realengo, em 2011, onde um jovem armado pôs fim a vida de 13 pessoas, deixando outras gravemente feridas. Claramente, facilitar o porte de armas expande as chances de ocorrerem crimes como o exposto em Realengo, pois, se houvessem mais civis armados e sem preparação dentro do colégio, o número de vítimas poderia ser maior. Ademais, segundo o jornal O Globo, o bullying no Brasil é duas vezes maior que a média internacional, assim, demonstra-se que em um país que ao qual pouco existe inteligência crítica e emocial, o livre porte de armas de fogo resultaria em maiores taxas de suicídio e de homicídio.
Acresça-se, ainda, que de acordo com o IBGE, o Ceará possui uma das cidades mais violentas do mundo. Certamente, o Brasil, como um país que não consegue desenvolver políticas que controlam a violência dentro de determinada região, não deveria investir seus recursos para expansão do uso de armas e sim para procurar harmonizar a sociedade, causando a diminuição da violência. Outrossim, de acordo com a ONU, o maior número de suicídios é motivado pelo desemprego e o Brasil, é hoje, um dos países que menos emprega no mundo, assim, o Estado brasileiro, deve atentar-se para os índices que causam melhoria de vida da população, como a geração de segurança por meio de órgãos destinados à esse trabalho, não armando os corpo cívico.
Portanto, para que sejam evitados casos como o de Realengo e os retratados em Tropa de Elite é mister que o poder público não deve liberar o porte de armas. Assim, cabe ao Estado, intensificar investimentos na propagação de informações sobre segurança pública e o uso de armas pela população, por meio de escolas e de propagandas comerciais e televisivas, que visem alertar sobre as consequências do mau uso do porte de armas para pessoas de todas as idades e classes sociais. Além disso, o corpo cívico deve disseminar conhecimento, por meio de conversas, dentro dos grupos sociais aos quais são pertencentes, usando da conscientização, passada pelo governo, para combater a falsa ideia de proteção que traz estar sobre posse de arma, para assim, a sociedade estar em harmonia com o Estado.