O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 14/05/2021

“A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos”. Essa frase, da filósofa Hannah Arendt, aponta para a importância de os direitos serem mantidos na sociedade. No entanto, no que concerne à questão do livre porte de armas no Brasil, verifica-se uma lacuna na manutenção do direito à segurança. Desse modo, seja pela ausência de políticas públicas, seja pela falta de conhecimento, ocorre a efetivação de um grave problema.

Diante desse cenário, nota-se a carência de políticas publicas como impulsionador do impasse. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no país, somando setores público e privado, está no seu menor nível dos últimos 50 anos. Entretanto, para agir sobre problemas coletivos, como o livre porte de armas , é preciso investimento em políticas de educação que retifiquem determinados conceitos e acões da sociedade como, por exemplo, a violência. Dessa forma, se não há por parte dos governantes programas educacionais, o corpo social vive um ´´ estado de natureza´´ quanto ao livre porte de armas.

Além disso, é válido ressaltar o pouco conhecimento sobre o livre porte de armas como promotor do imbróglio. Nesse sentido, o filósofo Schopenhauer defende que os limites do campo de visão de uma pessoa determinam seu entendimento a respeito do mundo. Isso justifica outra causa do problema: se as pessoas não têm acesso à informações sérias sobre os benefícios e malefícios, sua visão será limitada, o que dificulta a erradicação do problema. Nesse sentido, se o campo informacional dos indivíduos é reduzido, são mínimas as chances de perceberem, por exemplo, os males que o livre porte de armas causaria na vida dos menores de idade que seriam indiretamente afetados quando seus responsáveis adquirissem esses produtos.

Depreende-se, portanto, a necessidade de mitigar os problemas quanto ao livre porte de armas no Brasil. Para que isso ocorra, o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, deve desenvolver palestras em escolas, a serem webconferenciadas nas redes sociais desses órgãos, por meio de entrevistas com especialistas na área da segurança pública, com o objetivo de trazer mais lucidez sobre o tema e erradicar a falta de informações colaborando, dessa forma, com a construção do pensamento crítico da população.