O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 14/05/2021

O massacre ocorrido em Suzano expôs o risco das armas quando postas em mãos erradas. Nesse âmbito, faz-se necessária uma análise da liberação do porte de armas no Brasil, avaliando o comportamento adotado por muitos cidadãos, bem como as atribuições do Poder Público.

Decerto, é pertinente salientar o individualismo exacerbado de parcela da sociedade, em que a vida do outro não possui grande valor. Para Thomas Hobbes, importante filósofo contratualista, o ser humano é ruim e egoísta, por essa razão existem as leis, fundamentais para a preservação da vida e para o respeito ao próximo. Nesse ínterim, a liberação do porte de armas, em meio a um corpo social que visa aos seus interesses acima de tudo, não seria o ideal, visto que tornaria-se um estado de guerra. Dessa forma, é notório que, por meio do armamento civil, as armas podem ser usadas para questões além da segurança.

Ademais, é importante destacar que a revogação do Estatuto do Desarmamento é uma ação equivocada. Segundo a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros têm direito à segurança. Logo, garantir a proteção da população é dever do Estado. Desse modo, armar a população não é garantia de uma maior segurança pública, uma vez que nem todas as pessoas podem ter acessos a esse serviço por motivos financeiros e/ou psicológicos.

Em virtude ao exposto, contata-se que a liberação do porte de arma no Brasil traria mais problemas do que soluções. Nessa perspectiva, cabe ao Poder Público, em parceria com os veículos de comunicação, voltados à imprensa jornalística, fortes influenciadores da opinião pública, mostrar os perigos advindos do armamento civil, estimulando uma sociedade mais empática, por meio da exibição de reportagens, visando a um corpo mais prudente. Ademais, cabe ao Governo, intensificar a segurança pública, a fim de evitar o armamento popular.