O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 22/05/2021

Após a primeira revolução industrial, houve a intensificação da produção mundial e, dessa forma, a sofisticação e aquecimento da indústria bélica. Logo, aumentou-se a capacidade de autofagia do ser humano. De fato, o armamento da população não é uma solução para a violência. Logo, é pertinente a uma análise do tema, de modo a enfatizar uma solução da nuance real.

No panorama supracitado, o anseio de muitos políticos na tentativa de legalizar o porte de armas, na verdade, provém da mentalidade focada em resultados rápidos e fáceis. Nesse contexto, no livro “O cérebro com foco e disciplina”, o autor afirma que o cérebro humano tende a buscar os caminhos os quais menos esforço em todos os aspectos e, sem uma inteligência emocional, o indivíduo cai na autossabotagem. Analogamente, armar a população exige menos tempo, organização e aportes financeiros do que de fato caminhar rumo à solução da problemática: investir em uma educação realmente boa para todos e na qualificação das competências de segurança.

Além disso, uma democratização do acesso ao poder de fogo já apresentou diversos resultados negativos. Um sabre: o massacre na escola de Columbine, nos Estados Unidos, o atentado na escola de Suzano e na creche da cidade de Saudades, os dois no Brasil. Todos esses crimes, nesse viés, foram cometidos por jovens, o que evidencia uma falha na formação do indivíduo, deveras em seu senso de honra. Logo, comprova-se que o acesso às armas tem mais ônus do que bônus. Dessarte, para que haja uma real reconfiguração da conjuntura social hodierna no que tange ao serviço de segurança pública deficitária, é necessária uma tomada de ação.

Portanto, convém ao poder público investir na educação e na segurança da sociedade, por meio de uma melhor distribuição dos tributos arrecadados, de modo a direcionar o máximo de dinheiro possível em áreas essenciais da sociedade e, além disso, reinvestir os lucros que inevitavelmente vão surgir. Finalmente, ter-se-á uma gradativa diminuição nas taxas de violência, visto que haverá um cobate no cerne do problema.