O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?

Enviada em 18/11/2021

De acordo com a música “ Violência” da banda brasileira titãs “ violência gera violência”. Nesse contexto, a utilização de arma de fogo é um exemplo claro e extremo do uso da violência e merece ser debatido. Nesse bojo, o tema acerca da permissão do livre porte de arma no Brasil requer especial atenção. Nessa temática, é plausível de discussão o desfoque da diplomacia ao utilizar armas de fogo, bem como a sobreposição dos poderes dentro da sociedade.

Primeiramente, o uso de arma de fogo anda em contramão ao uso da diplomacia para a resolução das problemáticas. Com base nisso, de acordo com o filósofo Paul Sartre “a violência, seja ela qual for a forma que se manifeste, será sempre uma derrota”. À luz dessa citação, percebe-se que com o manuseio de arma de fogo, a diplomacia sai de foco e entra a violência, a qual prejudica a sociedade por inteiro. Com isso, permitindo o porte de arma, evidentemente, a diplomacia é minimizada e ascende a utilização da brutalidade humana, desenvolvendo uma maior violência e conflitos mortais dentro da sociedade brasileira, criando problemas não só sociais, mas também, de saúde, por causa de suas vítimas.

Outrossim, o fracionamento das atividades necessárias para a movimentação da sociedade é fundamental e seus poderes não devem se sobrepor. Nessa temática, na visão do filósofo Durkheim, com seu conceito de solidariedade orgânica, a sociedade é fragmentada, ao que diz respeito a repartição das funções e ofícios, para que, dessa forma, o sistema possa funcionar com maior eficiência. Assim, a responsabilidade do manuseio das armas de fogo é trabalho das forças armadas do Brasil, com isso, disponibilizando o porte de arma para a população dá-se poder militar ao membro de outro setor, sobrepondo poderes e conflituando com o conceito de solidariedade orgânica e o bom funcionamento da sociedade.

Conclui-se, portanto, que medidas são necessárias para a solução dos entraves do debate a cerca do tema “o livre porte de arma no Brasil deve ser permitido?”. Logo, cabe ao Estado- agente assegurador de direitos- expor as problemáticas e benefícios do banimento das armas de fogo para os cidadãos, por meio de outdoors e campanhas publicitárias, com o fito de minimizar o apoio e a utilização de armas de fogo. Ademais, cabe às escolas- agente promotor de valores- exaltar a habilidade da dialética, por meio da ênfase nos estudos das ciências humanas e linguagens, com o fito de ascender a diplomacia para evitar o uso de armas de fogo e evitar que violência gere violência.