O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 04/01/2024
O longa-metragem “Capitão América” ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, expõem a valorização de conflitos e de armamento bélicos pela população como meio de demonstração de poder econômico e social. Desse modo, é notório como a ficção associa-se à realidade, visto que o porte de armas possui valor semelhante ao da obra para a população brasileira. Com isso, nota-se que esse problema é desfavorável ao mantenimento da coesão social e está presente devido ao descaso governamental e o pensamento enraizado desse " valor" no país.
Em análise, vê-se a presença da falta de atenção por meio do governo como uma das causas da problemática. A partir disso, o escritor Gilberto Dimenstein em sua obra “Cidadão de Papel” demonstra que os direitos e deveres da população devem ser assegurados pelo governo. Nesse sentido, observa-se que a premissa do autor é descumprida quando a população possui acesso a armas, as quais são meios para crimes de ódio, feminicídios e ameaças.
Ademais, a crença popular de que armas são meios de proteção evidencia um empecilho para a conscientização populacional sobre o tema. Diante ao citado, o filosófo Tomas Hobbes afirma que o estado natural de um grupo social é a guerra e que um contrato social foi estabelecido a favor da convivência entre civis. Com isso, nota-se que estamos em um processo, o qual detém violência, segregação e o medo que é evidenciado com o uso de armas pela população.
Em suma, a existênciado do porte e acesso as armas deve ser reavaliado devido aos seus impactos negativos no Brasil. Dessa forma, o Ministério da Segurança -responsável pela gestão da segurança no país- pode criar uma lei que mitigue o acesso de armas para apenas a orgãos governamentais, por meio de uma fiscalização mais rigorosa. Enfim, com a presença dessa lei, serão evitados cenários como o do filme “Capitão América”.