O livre porte de armas no Brasil deve ser permitido?
Enviada em 05/06/2024
Desde a campanha presidencial de 2018, o Brasil se encontra em debate constante acerca da liberação de armas para civis. Com as promessas de Jair Bolsonaro, na época candidato, os eleitores estiveram em dúvida sobre apoiar ou repudiar tal proposta. Todavia, a sociedade não possui real noção do quão peri-goso e ameaçador é uma comunidade que tem a permissão para andar armada. Embora seja um tema bastante discutido pela população, o livre porte de armas no Brasil não deve ser permitido, devido aos riscos e às consequências do armamento geral.
Primeiramente, deve-se tomar por referência de análise um país cujo porte de armas seja liberado, como os Estados Unidos da América. De acordo com o site do G1, em 2021 foram registrados 690 tiroteios em massa nos EUA e, conforme dados do departamento de saúde do país, as armas de fogo são a principal causa de morte entre crianças e adolescentes. Dessa forma, constata-se uma sociedade violenta, não apenas entre os adultos, mas também entre os menores de idade. Logo, a legalização de tais aparatos de violência podem prejudicar o desenvolvi-mento infantil, tornando comuns, embora traumáticos, os eventos terroristas.
Ademais, além de dados desfavoráveis ao porte de armas, a população também tende a repudiar a permissão. Segundo o instituto de pesquisa Gallup, 57% dos americanos querem leis mais restritas para o controle de armas. Depreende-se que, após a demonstração de como funciona uma sociedade armada, os cidadãos entenderam que a legalização dos objetos não é a melhor opção. Consequente-mente, é necessário que os brasileiros percebam através de exemplos práticos de outras nações, todos os prejuízos desses instrumentos de violência.
Portanto, cabe ao Ministério da Comunicação, juntamente ao Ministério da Justiça, reforçar os malefícios do porte de armas. Através de campanhas publicitárias que comovam a população, deve-se exclarecer que o armamento traz mais danos do que ganhos. Para tal, pode ser feito uso da linguagem emotiva ou de dados reais acerca do porte de arma em outros países, visando atingir diversos públicos. Somente dessa maneira, será possível transformar o Brasil em um local mais pacífico para se viver.