O lixo e a sociedade de consumo no Brasil
Enviada em 17/04/2021
No Egito antigo, os egípcios possuíam uma relação de harmonia e respeito com o meio ambiente devido a crença nos deuses como elementos da natureza e consequentemente a conservavam. No entanto, no século XXI a perspectiva de preservação da natureza é divergente dos ideais egípcios, uma vez que a sociedade trata o lixo e o consumo excessivo como algo sem relevância. Nesse sentido, pode-se afirmar, infelizmente, que o consumo supérfluo e a má gestão ambiental agravam esses impasses.
Em tal situação, cabe ressaltar como o consumo demasiado contribui para essa problemática. Nesse sentido, o sociólogo alemão Theodor W. Adorno ressalta que a indústria cultural é a causadora da compulsão de produtos nos cidadãos porque constroem uma imagem de necessidade de compra. Por conseguinte, esse ideal afeta a população, pois a mesma não preocupa-se com o destino de todos os produtos que são descartados e nem questionam-se sobre a necessidade de compra demasiada. Nessa acepção, é indiscutível que a alienação da sociedade imposta pelas indústrias acarreta o consumo supérfluo e que posteriormente torna-se lixo.
Faz-se mister, ainda, salientar a má gestão ambiental como impulsionador do problema. Indubitavelmente, a nova forma de produção em massa possibilitou que várias pessoas tivessem acesso a diferentes produtos. No entanto, a maioria dos diferentes produtos são descartados por não atenderem aos gostos de uma parte da população e assim transformando-se em lixo, porém com o aumento desse impasse a gestão ambiental brasileira não possui organização ou aterros sanitários suficientes para suportar a quantidade de descartes de produtos diários. Dessa forma, é evidente que a falha na administração ambiental impulsiona a sociedade a afligir-se diariamente com solos ou rios poluídos com lixo.
Destarte, diante dos desafios supramencionados, é necessário a ação conjunta do Estado e da sociedade para mitigá-los. Assim, cabe ao Ministério do Meio Ambiente, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade, promover a contratação de profissionais para articular e coordenar melhorias nos programas sanitários, bem como o estudo da viabilidade de projetos sustentáveis com agências reguladoras e uso de avanços e reparações nas estruturas técnica dos aterros sanitários. Além de parcerias com aplicativos como youtube para utilizar anúncios constantes sobre a negligência da sociedade no descarte de produtos. Agindo assim, espera-se que com as modificações nos sistemas sanitários e na visão dos cidadãos a harmonia egípcia com a natureza possa ser alcançada.