O lixo e a sociedade de consumo no Brasil

Enviada em 20/10/2019

O processo de produção e circulação de bens foi potencializado após a Revolução Industrial, juntamente com o aumento da população, que se reflete no consumo e no lixo produzido. É inegável que a questão do consumo e do lixo se tornou um problema social e esta diretamente ligada ao modelo de desenvolvimento em que se vive.

Com o desenvolvimento da globalização, o consumo tornou-se algo próximo para as sociedades, bem como a melhora relativa de muitos países subdesenvolvidos nos últimos anos, também é um fato para o aumento do consumo de produtos e serviços. Segundo mostra a pesquisa realizada pelo SPC Brasil, apenas 28% dos brasileiros são consumidores conscientes, o que evidencia o alto desejo consumista dos brasileiros. Outro ponto é a obsolescência programada dos produtos, com durabilidade de utilização limitada, que faz com que sua troca seja feita com mais frequência em um período de tempo menor.

Uma das consequências do consumo é a produção de lixo pela troca constante de produtos, causando maior descarte e de maneira incorreta. Soma-se a insto, a criação de lixões, muitas vezes clandestinos, que não tem nenhum tipo de tratamento para o lixo, e que contribui para a proliferação de doenças, principalmente para as pessoas que ganham a vida recolhendo lixo, e para a população que vive em seu entorno.

Em virtude de tudo o que foi mencionado, tem-se a necessidade de campanhas midiáticas, fornecidas por ONGs em parceria com o Estado, para alertar a constante exploração dos recursos naturais. Pois, o consumidor consciente é agente transformador, buscando o equilíbrio entre a satisfação pessoal e a sustentabilidade.

Outro ponto é o lixo produzido, tendo em vista isso é necessário que o Ministério do Meio Ambiente em parceria com ONGs ambientais, desenvolvam projetos que incentivem a reutilização de materiais. Além disso, é preciso também criar pontos de coleta seletiva nos bairros pelas prefeituras, para que os moradores descartem de forma adequada seu lixo. Diante disso, parafraseando o químico Antoine Lavoisier, com o princípio da conservação das massas, “Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma.”